Roberto Gómez Bolaños. Chespirito, o “Shakespearito” para seus conterrâneos mexicanos. Eu, como alguns outros por aí, sempre comparei sua genialidade simples a de Chaplin.

Como o britânico Charles Chaplin, Bolaños era multifacetado em seus talentos: ator, escritor, comediante, dramaturgo, compositor e diretor de televisão.

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Não tenho a intenção aqui de comparar a dimensão das duas personalidades, nem o que ambos conquistaram e representaram em suas respectivas épocas. Comparo e relaciono sim o impacto que eles causaram e ainda causam com seus trabalhos; comparo a inteligência como criadores; a simplicidade das ideias, dos personagens, dos recursos utilizados; comparo a perspicácia aliada à versatilidade de transformar o comum em extraordinário, o cotidiano em algo memorável.

Como no caso de Chaplin, a obra de Bolaños superou o tempo. O cinema falado não fez com que o mundo esquecesse das incríveis obras mudas do “pequeno vagabundo”. Assim como o humor cada vez mais explícito e politicamente incorreto da atual era digital, não foi capaz de tirar do ar a comédia ingênua e genuína de “Chaves” e “Chapolin Colorado”. Isso sem contar os inúmeros vídeos de episódios na web com milhares de visualizações.

Aos 85 anos, Roberto Gómez Bolaños partiu no último dia 28. Faço parte dessa legião de fãs que sentiu a sua perda como a de um amigo muito querido, que mesmo tendo cumprido sua longa missão por essas bandas, vai deixar uma melancólica saudade. Saudade de um tempo onde todos fomos um tanto Chaves, outro tanto Chapolin. Saudade da infância e de quando não precisávamos de muito para nos sentirmos felizes. Sua morte foi como um choque de realidade mesmo.

Mas que bom que sua obra é eterna. Que bom que temos a internet, o SBT e sua providencial programação obsoleta. Que bom que temos DVDs e até fitas VHS gravadas pra quem não abre mão de cultuar o passado. Como eu.

E pra homenagear, mais uma vez, esse mito que sempre vai fazer parte da minha história, separei uns videos com algumas das minhas pérolas favoritas do Chespirito.

Aliás, 42 frases que sempre gostei de usar no meu dia-a-dia. Bem assim, sem querer querendo. Afinal, “tinha que ser o Chaves, mesmo!”

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1. “Ai que buRro, dá zero pra ele!


2. “É você, Satanás?!”


3. “A vingança nunca é plena… Mata a alma e a envenena.”


4. “É que quero evitar a fadiga.”


5. “Outro gato!”


6. “O gato ou o Quico?”


7. “Teria sido melhor ver o Pelé.”


8. “Já chegou o disco voador. Não, já se foi…”


9. “Ai minha nossa!”


10. “A-ma-re-lou!”


11. “Gaviaion!” (14:47)


12. “Blue marinho!” (13:02)


13. “Você não sabe que somente os idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta?”


14. “A que parece de limão, é de groselha e tem gosto de tamarindo…”


15. “Prefiro morrer do que perder a vida!”


16. “A-verigueu-mistériô..”


17. Volta o cão arrependido…


18. “Mamãe querida…”

 

19. “A carne de burro não é transparente”

 

20. “Estou falando com a mula, não com seus carrapatos.”

 


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21. “Quero ver, outra vez…”


22. H… H..


23. “Não se enrugue couro velho que te quero pra tambor”


24. “E…” (7:36)


25. “Pepe! Já tirei a vela!”


26. “Camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha!”


27. “Parangaricutirimirruaro…”


28. “Chirrin chirrion do diabo…”


29. “Politura de chefalícia”


30. “Eu queria celebrar meu aniversário em fevereiro, e não vou poder fazer isso…”


31. “Alguma vez já te disseram que você é bonita?” (0:31)


32. “Para entender o francês necessito de três coisas: que falem devagar, em voz alta e em português.” (0:12)


33. Isso não são pedras. São aerolitos.


34. “Watchatcha!”


35. “Cadê essa padiola?!”


36. “Porqueeeee!”


37. “Que que foi?!”


38. “Esta que tá aqui atrás.”


39. “Não vai doer… Não vai doer…”


40. “O de Oscar!”


41. “SBBKQH, SBBKQH…”
“Lero lero…”


42. “Estamos aqui pra isso.”

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