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Coisa de Bárbara!

"A arte existe porque a vida não basta." (Ferreira Gullar)

Tinha que ser o Chaves, de novo!

Roberto Gómez Bolaños. Chespirito, o “Shakespearito” para seus conterrâneos mexicanos. Eu, como alguns outros por aí, sempre comparei sua genialidade simples a de Chaplin.

Como o britânico Charles Chaplin, Bolaños era multifacetado em seus talentos: ator, escritor, comediante, dramaturgo, compositor e diretor de televisão.

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Não tenho a intenção aqui de comparar a dimensão das duas personalidades, nem o que ambos conquistaram e representaram em suas respectivas épocas. Comparo e relaciono sim o impacto que eles causaram e ainda causam com seus trabalhos; comparo a inteligência como criadores; a simplicidade das ideias, dos personagens, dos recursos utilizados; comparo a perspicácia aliada à versatilidade de transformar o comum em extraordinário, o cotidiano em algo memorável.

Como no caso de Chaplin, a obra de Bolaños superou o tempo. O cinema falado não fez com que o mundo esquecesse das incríveis obras mudas do “pequeno vagabundo”. Assim como o humor cada vez mais explícito e politicamente incorreto da atual era digital, não foi capaz de tirar do ar a comédia ingênua e genuína de “Chaves” e “Chapolin Colorado”. Isso sem contar os inúmeros vídeos de episódios na web com milhares de visualizações.

Aos 85 anos, Roberto Gómez Bolaños partiu no último dia 28. Faço parte dessa legião de fãs que sentiu a sua perda como a de um amigo muito querido, que mesmo tendo cumprido sua longa missão por essas bandas, vai deixar uma melancólica saudade. Saudade de um tempo onde todos fomos um tanto Chaves, outro tanto Chapolin. Saudade da infância e de quando não precisávamos de muito para nos sentirmos felizes. Sua morte foi como um choque de realidade mesmo.

Mas que bom que sua obra é eterna. Que bom que temos a internet, o SBT e sua providencial programação obsoleta. Que bom que temos DVDs e até fitas VHS gravadas pra quem não abre mão de cultuar o passado. Como eu.

E pra homenagear, mais uma vez, esse mito que sempre vai fazer parte da minha história, separei uns videos com algumas das minhas pérolas favoritas do Chespirito.

Aliás, 42 frases que sempre gostei de usar no meu dia-a-dia. Bem assim, sem querer querendo. Afinal, “tinha que ser o Chaves, mesmo!”

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1. “Ai que buRro, dá zero pra ele!


2. “É você, Satanás?!”


3. “A vingança nunca é plena… Mata a alma e a envenena.”


4. “É que quero evitar a fadiga.”


5. “Outro gato!”


6. “O gato ou o Quico?”


7. “Teria sido melhor ver o Pelé.”


8. “Já chegou o disco voador. Não, já se foi…”


9. “Ai minha nossa!”


10. “A-ma-re-lou!”


11. “Gaviaion!” (14:47)


12. “Blue marinho!” (13:02)


13. “Você não sabe que somente os idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta?”


14. “A que parece de limão, é de groselha e tem gosto de tamarindo…”


15. “Prefiro morrer do que perder a vida!”


16. “A-verigueu-mistériô..”


17. Volta o cão arrependido…


18. “Mamãe querida…”

 

19. “A carne de burro não é transparente”

 

20. “Estou falando com a mula, não com seus carrapatos.”

 


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21. “Quero ver, outra vez…”


22. H… H..


23. “Não se enrugue couro velho que te quero pra tambor”


24. “E…” (7:36)


25. “Pepe! Já tirei a vela!”


26. “Camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha!”


27. “Parangaricutirimirruaro…”


28. “Chirrin chirrion do diabo…”


29. “Politura de chefalícia”


30. “Eu queria celebrar meu aniversário em fevereiro, e não vou poder fazer isso…”


31. “Alguma vez já te disseram que você é bonita?” (0:31)


32. “Para entender o francês necessito de três coisas: que falem devagar, em voz alta e em português.” (0:12)


33. Isso não são pedras. São aerolitos.


34. “Watchatcha!”


35. “Cadê essa padiola?!”


36. “Porqueeeee!”


37. “Que que foi?!”


38. “Esta que tá aqui atrás.”


39. “Não vai doer… Não vai doer…”


40. “O de Oscar!”


41. “SBBKQH, SBBKQH…”
“Lero lero…”


42. “Estamos aqui pra isso.”

Nem a morte nos separa…

24 de novembro de 2014. A última postagem por aqui foi em 2011. Se me perguntarem o motivo para esse hiato de mais de três anos, eu poderia dar como resposta a infame “falta de tempo” (bullshit!) até a não menos famosa (e infame) “falta de inspiração” (bullshit²).

Três anos depois e a resposta para essa pergunta não importa mais. O que importa mesmo é que voltei. Graças ao incentivo de alguns amigos e, principalmente, pela necessidade de voltar (recomeçar) a fazer coisas que me façam bem e que dão sentido a muita coisa na minha vida. Escrever é uma delas. Falar sobre cinema é outra. Sobre arte. Sobre o que eu quiser. Sem compromisso. E com quantos caracteres me der na telha. (rss)

Pois bem… Volto aqui para falar sobre a leitura de uma obra escrita por um amigo muito querido. O nome: “Nem a morte nos separa”. O autor: Ricardo Gonzalez, colega jornalista e amigo que conheci no canal Sportv em 2012.

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Um relato autobiográfico emocionante sobre a trajetória de uma família durante a doença terminal de um filho. Dez meses de batalha contra o câncer, a agonia e a esperança de um pai até a inevitável morte precoce de seu querido filho de 21 anos, no dia 19 de novembro de 2010.

Uma história que, provavelmente, se repete todos os dias pelo mundo afora, sem que se tenha dimensão de uma realidade que, pra muitos, só pode ser entendida assim, através de linhas viscerais como as do livro de Ricardo.

“Não consigo imaginar o que você está sentindo.” Talvez essa seja a frase mais comum a ser ouvida numa situação de perda. No imaginário das pessoas que ainda não passaram por isso, só a assustadora possibilidade de tentar se colocar no lugar daquele pai, poderia ser o suficiente para entender o que é impossível de ser entendido.

A cada capítulo de “Nem morte nos separa”, eu me sentia mais parte da jornada de Ricardo, Rafa, Mônica, vô Constantino e demais familiares. Não só porque o autor nos convida, de peito aberto, a entrar na intimidade daquela família, conhecer suas características, familiarizando-nos com seus dilemas, agonia e sofrimento.

Pois eu digo: eu consigo imaginar o que você está sentindo. Se eu tivesse encontrado o amigo Ricardo naquele fatídico novembro de 2010, teria ido além. Teria olhado no fundo dos seus olhos, e antes de lhe dar um forte e emocionado abraço, desabafaria: “Não só imagino… Eu vivi o que você está sentindo”.

Vivi sim, simultaneamente aquele 2010 que poderia nunca ter existido. Aquele triste e macabro “18 de novembro” e os dias, meses que o antecederam. Aquele câncer, traiçoeiro e mortal que, vejam só, nos mesmos 10 meses arrancaria brutalmente do meu convívio a mulher que eu amava mais que qualquer outra neste mundo: minha mãe.

Eu era jovem como o Rafa. Três anos mais velha. Ela era mais velha que o Ricardo, 52 anos de pura força. Nunca tinha visto a dona Mariline doente até aquele janeiro de 2010, quando ela apresentou os primeiros sintomas do que também seria um diagnóstico equivocado de pneumonia.

Ricardo e eu ainda não nos conhecíamos, mas vivenciávamos juntos os piores momentos de nossas vidas. Nossas histórias se encontravam nessa encruzilhada das coincidências do destino. Coincidências que, aliás, só aumentavam a cada capítulo lido. A cada ida ao hospital, a cada notícia desencorajadora dos médicos, a cada aparente melhora dos nossos amados.

Rafa e minha mãe tinham em comum a vontade de viver, a gratidão por aqueles que deles cuidavam, e a serenidade em relação a irreversível condição em que estavam. Tinham em comum a paixão pelos seus times de futebol, mesmo nos momentos mais difíceis. Ele flamenguista, ela colorada. Mariline viu em vida seu time ser campeão do mundo pela primeira vez, campeão sul-americano e duas vezes da Libertadores, a última delas em agosto de 2010. Não viu a derrota histórica para o Mazembe, em dezembro daquele ano. Algo que, de fato, ela não desejaria estar viva para ver.

Rafa e minha mãe tinham em comum o gosto por música, o bom humor diante das adversidades e até mesmo o compreensível mau-humor de quem queria estar em qualquer lugar, menos naqueles cinzentos hospitais, onde ambos sabiam que seria o último lugar em suas memórias vivas.

Queria ter levado minha mãe no show do U2, uma de nossas bandas preferidas, no início de 2011, como havia prometido assim que soubemos da turnê. Não tive tempo. Assim como Rafa e Ricardo também não tiveram tempo de ir ao show do Paul McCartney. Meu pai e eu fomos. Incentivados por ela, no dia 8 de novembro, 10 dias antes de sua partida. Choramos juntos quando Paul cantou “My Love”. Sentimos pela primeira vez o que o próprio Paul já havia sentido. Era a nossa despedida.

Cada um de minha família tinha muito a ver com a família de Ricardo. Cada um diferente nas suas particularidades, porém fundamentais nesse processo de transição. Transição de vida e morte para aqueles que partiam. Transição de vida e de sobrevida para os que ficavam.

Meu pai era como a espiritual, prática e incansável Mônica. Meu irmão mais velho era como o primo Paulo: sensível, dependente da presença física da minha mãe, incrédulo diante do inevitável. Meu irmão do meio era como vô Constantino, resignado em sua dor, como se tivesse passado por aquele momento mais vezes em outras vidas.

Ricardo e eu tínhamos em comum o otimismo e a esperança infindáveis. Ficávamos nos hospitais naquele revezamento entre trabalho e noites mal dormidas em sofás/poltronas duros, acordados a cada hora em que enfermeiros entravam no quarto para atormentar com agulhas e remédios o sono dos nossos queridos. Vivíamos em comum aquele medo constante de checar a respiração deles a cada despertar durante a madrugada. Rogamos pelo milagre da cura, oferecemos nossas vidas em troca e ficamos desacreditados na força divina que não ouviu nossos apelos. Vivemos o medo do desconhecido e a incerteza do reencontro no fim de tudo.

Pude me ver em cada linha escrita por Ricardo, em cada sentimento traduzido em palavra. Somos todos iguais na dor, irmãos na perda, órfãos da presença, órfãos de um futuro imaginado que não mais existirá. A perda de um filho é contra a ordem natural da vida. A perda de uma mãe é a ausência de norte e proteção.

Com o talento natural de escritor e jornalista, Ricardo transforma o legado de Rafael em uma obra literária de valor inestimável, um instrumento da sua própria superação. “Nem a morte nos separa” é um livro generoso. Generoso porque informa. Generoso porque alerta. Generoso porque nos torna mais humildes diante das dificuldades. Porque eterniza a memória, e é, por fim, prova de que o amor incondicional é maior que a própria vida, um amor que nunca morre… Só se multiplica.

Obrigada Ricardo, por dividir com o mundo essa linda história que é sua, mas que também é minha e de muitos outros como nós. 

Empire Magazine escolhe os melhores filmes não-hollywodianos

E voltando à ativa no ano de 2011 depois de mais de UM ANO de marasmo por aqui, cá estou eu de volta e espero que pra ficar. Pelo menos vou me esforçar para que assim permaneça. Saudade!

E pra começar começando, aqui vamos com uma lista bem interessante de filmes que a Empire Magazine elegeu como os 12 melhores feitos nos últimos tempos e que, detalhe, não são “made in Hollywood”, ou por assim dizer, falados na língua inglesa.

A lista é de 2010 e talvez atualmente se tenha novas adesões, mas tá valendo, porque eu particularmente adorei os filmes citados. Confesso que não assisti boa parte dos antigões, mas fica como uma lista minha de “filmes pra botar em dia”. Quem tiver mais dicas de nomes que ficaram de fora, fique à vontade pra compartilhar… 😉

1º lugar: Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa (Japão, 1954)

Sinopse: durante o Japão feudal do século XVI, um velho samurai chamado Kambei (Takashi Shimura) é contratado para defender uma aldeia indefesa que é constantemente saqueada por bandidos. Contando com a ajuda de outros seis samurais, Kambei treina os moradores para resistirem à um novo ataque, que deve acontecer muito em breve.

2º lugar: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (França, 2000)

Sinopse: Amélie é uma jovem que se muda do subúrbio, onde morava com a família, para Paris, para trabalhar como garçonete. Ela encontra uma caixinha cheia de itens pessoais escondida no banheiro de sua casa e decide entregá-la ao antigo dono, revendo pequenos conceitos que mudarão sua vida.

3º lugar: Encouraçado Potemkin, de Sergei M. Eisenstein (Rússia, 1925)

Sinopse: O que começa como um motim no navio de guerra Potemkin acaba por dar início a uma violenta revolta na cidade de Odessa.

4º lugar: Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica (Itália, 1952)

Sinopse: A história se passa logo após a Segunda Grande Guerra, com a Itália destruída e o povo passando necessidade. Ricci (Lamberto Maggiorani) consegue um emprego após muita espera. Só que esse emprego, de colador cartazes na rua, lhe pedia como obrigação uma bicicleta. Ricci e sua mulher Maria (Lianella Carell) conseguem um dinheiro para uma, possibilitando que ele realize o seu trabalho. Há também o menino Bruno (Enzo Staiola), filho do casal. Fascinado por bicicletas, o menino cai de cabeça com o pai na busca pela bicicleta que lhes foi roubada, quando Ricci trabalhava apenas em seu primeiro dia.

5º lugar: O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro (México, 2006)

Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente, a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia, de dez anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen. Lá, as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes, jovem cozinheira da casa que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto e todo um mundo de fantasias se abre, trazendo consequências para todos à sua volta. Participou da competição do Festival de Cannes de 2006.

6º lugar:  A Batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo (França, 1966)

Sinopse: A revolução da Argélia vista dos dois lados da moeda: a legião estrangeira francensa que saiu derrotada do Vietnã e o povo da Argélia, que busca sua independência. O filme mostra o lado mais sujo do conflito.

7º lugar: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil, 2002)

Sinopse: A história é fictícia, mas inspirada em fatos reais narrados por um jornalista que foi morador da Cidade de Deus, no livro de mesmo nome. Conta a história de um garoto chamado Buscapé desde sua infância, nos anos 60, até o final dos anos 70, dando uma idéia da criação das favelas, da origem do tráfico de drogas e de sua relação no dia a dia dos moradores.

8º lugar: O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman  (Suécia, 1954)

Sinopse: Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval.

9º lugar: O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot (França/Itália, 1954)

Sinopse: Quatro homens desempregados e miseráveis, que vivem em condições quase desumanas em um pequeno vilarejo da Guatemala, aceitam uma perigosa e desafiadora missão: transportar uma carga altamente explosiva de nitroglicerina em caminhões sem nenhuma estrutura para tanto, ao longo de estradas em péssimas condições, até um incêndio que está acontecendo em um poço de petróleo de uma extratora estadunidense. Filme vencedor da Palma de Ouro e do Urso de Ouro, respectivamente, prêmios dados no festival de Cannes e de Berlin.

10º lugar: A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki (Japão, 2001)

Sinopse: Uma garota de 10 anos, acompanhada pelos pais numa viagem de mudança vê-se subitamente encurralada numa situação desesperadora: seus pais, após comerem da comida de um restaurante desconhecido, transformam-se em porcos. A garota, então, deve fazer de tudo para reverter o acontecido, em um mundo bizarro e fantasioso. Oscar de Melhor Animação.

11º lugar:  La Dolce Vita, de Federico Fellini (França/Itália, 1960)

Sinopse: Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) é um repórter de um jornal sensacionalista que passa a questionar sua vida quando conhece uma linda atriz de Hollywood. Oscar de Melhor Figurino em Preto e Branco e a Palma de Ouro no Festival de Cannes, é considerada a obra-prima do mestre Fellini.

12º lugar: Metropolis, de Fritz Lang (Alemanha, 1927)

Sinopse: O futuro é distante e o mundo está sob o comando dos poderosos, que isolaram os mais pobres no subsolo como se fossem seus escravos, para que trabalhassem em prol dos mesmos. Comandados por Freder Fredersen (Gustav Fröhlich), os operários são obrigados a trabalharem sem parar para que a cidade não pare. Obra-prima de Fritz Lang, reconhecido como um dos filmes-mudos mais importantes já lançados no cinema, continuando atual ainda hoje.

***Sinopses retiradas do site Cineplayers.

Fonte: Terra Cinema

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 22,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 5 navios.

Em 2010, escreveu 9 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 25 artigos. Fez upload de 83 imagens, ocupando um total de 4mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

O seu dia mais activo do ano foi 20 de setembro com 142 visitas. O artigo mais popular desse dia foi “20 de setembro: o precursor da liberdade”.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, cineplayers.com, orkut.com.br, google.com.br e student-loan-consilidation.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por amor, romeu e julieta, fotos de amor, um amor para recordar e paixão

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

“20 de setembro: o precursor da liberdade” setembro, 2008
1 comentário

2

…Porque o amor também é arte (parte final) junho, 2008
30 comentários

3

…Porque o amor também é arte (parte 3) junho, 2008
10 comentários

4

…Porque o amor também é arte (parte 2) junho, 2008
4 comentários

5

Mamma Mia!: musical, ABBA e Meryl Streep… dezembro, 2008
7 comentários

20 personagens mais legais do cinema

A Empire Magazine, revista norte-americana sobre cinema, provavelmente a maior neste ramo, publicou mais uma de suas listas cinematográficas. E eu, que sempre que posso acompanho o que rola no site, embarco nessa e divulgo aqui os 20 personagens mais legais do cinema eleitos pela revista. Vilões, mocinhos, loucos e  alguns não bem humanos… Enfim, personagens que marcaram a telona, marcaram um ano ou uma década e principalmente ficaram na memória de muitos amantes de cinema, como eu…

1. Tyler Durden

(foto: divulgação)

O preferido da gurizada mundo afora, e claro, sempre um deleite para a mulherada. Tyler Durden (Brad Pitt), de o “Clube da Luta” (1999), é um vendedor de sabonetes que irritado com a hipocrisia das pessoas e o modo politicamente correto de se viver, cria um grupo secreto de lutas violentas para extravasar as frustrações de um mundo chato. Tyler tem como filosofia de vida a despreocupação com a ética e a moral da sociedade, um anarquista convicto e se considera o cara que todos desejariam ser, pois ele faz coisas que as pessoas gostariam de fazer, mas não fazem. Ele simplesmente não se importa. Filme cultzaço de David Fincher.

2.  Darth Vader

(foto: divulgação)

Um dos grandes vilões, só que este bem mais enigmático e dentro dos conhecidos padrões de vilania da literatura e do cinema. Darth Vader, o lado negro da força na história de “Star Wars” (1977, 1980, 1983 e 2005) já foi um cara bom e justo, como contam os filmes mais recentes. Mas sua sede por vingança e poder tornaram-no um “monstro”, que manipulado pelo diabólico Darth Sidious, era capaz de destruir um Planeta inteiro e lutar com o próprio filho para atingir seus objetivos. Mas o que mais chama atenção no personagem é a sua armadura negra um tanto bizarra e sua respiração mecânica barulhenta. Com certeza povoou os pesadelos de muita gente por aí.

3. Coringa

(foto: divulgação)

Meu vilão favorito do cinema. O Coringa de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, interpretado brilhantemente por Heath Ledger é um marco na história da vilania cinematográfica. Um personagem extremamente perturbado, sarcástico, engraçado, sinistro e irreverente. O Coringa reinventado por Ledger é um sociopata em altíssimo grau.  Diferente daquele criado por Jack Nicholson que apesar de mal, era muito mais caricato e irreal. O Batman acabou virando coadjuvante em seu próprio filme. Este novo Coringa é assustador exatamente pelo fato dele ser humanamente possível. E isso torna ele uma figura interessantíssima de se ver. “Why so serious?”

4. Han Solo

(foto: divulgação)

Olha o Harrison Ford aí com seu Han Solo, personagem que deu notoriedade para o ator em Hollywood. Na série de sucesso “Star Wars” (1977) de George Lucas, Han Solo é um dos heróis da história, que não é um jedi. Ele é o capitão da nave espacial Millenium Falcon, mercenário e debochado que se apaixona pela princesa Léia e ajuda Luke Skywalker na sua batalha contra o pai, Darth Vader. Tão legal quanto ele é seu amigo co-piloto Chewbacca, um wookiee peludão muito sábio e temperamental.

5. Dr. Hannibal Lecter

(foto: divulgação)

Outro dos meus preferidos. Dr. Hannibal Lecter é um médico psiquiatra, psicopata e canibal, condenado ao corredor da morte, que ajuda a agente do FBI Clarice a desvendar o sequestro da filha de uma senadora, por um serial killer perturbadíssimo. Hannibal, feito genialmente por Anthony Hopkins, é uma pessoa inteligente, com um humor refinado e mente manipuladora. Sua fraqueza é a paixão que nutre pela agente Clarice (Jodie Foster).  “O Silêncio dos Inocentes” (1991) recebeu os principais oscars daquele ano, incluindo o de melhor ator e atriz. Também teve mais três sequências.

6. Indiana Jones

(foto: divulgação)

Henry Jones Júnior é  o professor de arqueologia mais cool que conhecemos. Aventureiro destemido, inteligente, forte, que usa uma pistola e um chicote para enfrentar seus inimigos e os perigos dos lugares que explora. Interpretado por Harrison Ford, “Indiana Jones” (1981) é um filme da parceria de Steven Spielberg com George Lucas. Produção feita pela Disney, o longa é um dos filmes mais cults do século passado.  Já teve mais três sequências, sendo a última lançada em 2008.

7.  The Dude

(foto: divulgação)

Jeffrey “The Dude” Lebowski é mais um dos ótimos personagens feitos por Jeff Bridges. Em “O Grande Lebowski” (1998), The Dude é um novo hippie desempregado e desocupado,  que se acha O cara e passa a maior parte do tempo jogando boliche e ouvindo rock dos anos 60. Ele é confundido com um milionário e se vê metido em uma grande confusão com bandidos da pesada. Um filme engraçadíssimo de Joel Cohen e o personagem de Jeff não podia ficar atrás.

8. Capitão Jack Sparrow

(foto: divulgação)

O personagem mais divertido e porque não dizer, mais importante da Disney no século XXI. O capitão Jack Sparrow, da série de filmes “Piratas do Caribe” (2003, 2006 e 2007) não era pra ser o protagonista da história – que se centrava no romance do casal Will Turner e Elizabeth Swann (Orlando Bloom e Keira Knightley) – mas por sua irreverência, aparência estranha, trejeitos engraçados e claro pela ótima interpretação de Johnny Depp, Jack Sparrow passou a ser indispensável e tornou o filme um verdadeiro sucesso.

9. Ellen Ripley

(foto: divulgação)

Por fim uma mulher. E claro, tinha que ser A mulher. Ellen Ripley, personagem de Sigourney Weaver na saga de filmes “Alien” (1979), dirigido por  Ridley Scott, James Cameron na sequência e David Fincher no terceiro, pra citar alguns. Como tenente de voo da nave Nostromo em 2122, Ellen é a única sobrevivente de um massacre alienígena. E assim continua nos próximos filmes, sofrendo mutações, sendo clonada e por fim virando praticamente meio humana, meio alien.

10. Don Vito Corleone

(foto: divulgação)

Na minha opinião, o maior personagem da telona. Don Vito Corleone, imigrante italiano e poderoso patriarca de uma  família inserida na máfia, disseminada nos EUA nas primeiras décadas do século passado. “O Poderoso Chefão” (1972), filme de Francis Ford Copolla, é considerado um dos melhores de todos os tempos. ‘Il padrino’  interpretado por Marlon Brando, apesar de não ser o protagonista da história, roubou a cena por suas frases célebres e seu amor incondicional à família, preceito que ele passou adiante para seus filhos, como Michael, protagonista de Al Pacino.

11. James Bond

(foto: divulgação)

O personagem que teve vários filmes, interpretado pelos atores mais galãs de Hollywood também não poderia ficar de fora dessa, afinal ele é o agente secreto britânico mais top de linha do cinema mundial. No caso deste, personalizado por Sean Connery em “007 Contra Goldfinger” (1964), o terceiro da série que iniciou em 1962, o personagem, representa o ápice do universo masculino, já que além de bonitão também mostra o estereótipo viril do homem do século XX.

12. John McClane

(foto: divulgação)

Bom, se o vilão Hans Gruber está na lista, o policial mocinho e duro na queda John McClane não poderia ficar de fora. No papel que consagrou de vez Bruce Willis em Hollywood, McClane passa por poucas e boas para conseguir salvar sua esposa e claro, os cidadãos de grandes cidades norte-americanas (como LA, New York e Washington). O filme, Duro de Matar (1988)  teve  mais três sequências, sendo a última em 2007.

13. Gollum

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“My precious”, outra frase célebre dita por um dos personagens digitalmente animados mais icônicos do cinema moderno, depois, é claro, de Yoda. Gollum o lado maléfico de Sméagol, personagem da trilogia “Senhor dos Anéis”, tem obsessão pelo Anel e seu poder, e está sempre atrapalhando a vida de Frodo e Sam.

14. O Exterminador

(foto: divulgação)

Ele foi malvado no primeiro filme (1984), tentando basicamente exterminar as esperanças de um futuro para a humanidade. Nos filmes seguintes (1991, 2003) voltou das cinzas bonzinho e comandado por John Connor a salvar o mundo de outros malvados. O ciborgue mais famoso do cinema, interpretado pelo ‘quase ciborgue’ Arnold Schwarzenegger, ficou conhecidão não só por ser um feito tecnológico de James Cameron, mas também por frases como “Hasta la vista baby”.

15.  Ferris Bueller

(foto: divulgação)

Ferris foi um ídolo da gurizada nos anos 80 e 90. Ele e seu “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) foram um sucesso de público e viraram cults. Ferris era o popular da escola, todos amavam ele, até quem mal o conhecia. Fazia e acontecia e nada de ruim acontecia. O esteriótipo do super-herói adolescente, só que seus superpoderes eram basicamente seu charme, simpatia e ótima lábia.  Matthew Broderick bem novinho foi seu intérprete. “Save Ferris”.

16. Neo

(foto: divulgação)

O mocinho da trilogia de sucesso dos anos 2000, Matrix (1999). Interpretado por Keanu Reeves, Neo marcou a geração do início do século XXI, com a história de uma realidade virtual, do mundo ser uma espécie de mundo digital controlado por máquinas e, claro, Neo é o escolhido para acabar com este sistema e dar independência aos seres humanos. O filme foi um divisor de águas em termos de efeitos especiais, e o mesmo vale para Neo e suas aventuras nos filmes, como a cena antológica em que ele desvia dos tiros dos agentes Smith.

17. Hans Gruber

(foto: divulgação)

O vilãozão de Duro de Matar (1988), primeiro de uma sequência de filmes protagonizados por Bruce Willis. Hans Gruber é um líder terrorista alemão doentio que faz refém uma galera de um prédio em Los Angeles, a fim de roubar muitos milhões de dólares de uma empresa multinacional, que por acaso é o lugar onde a mulher de John McCLaine trabalha.  Alan Rickman é o intérprete de Hans.

18. Travis Bickle

(foto: divulgação)

O taxista punk perturbadíssimo de Taxi Driver, filme de Martin Scorsese (1976), genialmente interpretado por um Robert De Niro bem novinho. Travis é fanático por filmes pornôs, obcecado por uma mulher (Betsy) e pela ideia de que o mundo é socialmente imoral. Tenta a todo custo salvar Iris, uma garota prostituta de 12 anos (Jodie Foster em início de carreira) de sua condição, coisa que a menina não parece ligar muito não. O cara é tão ferrado da cabeça que chega a ser cool.

19. Jules Winnfield

(foto: divulgação)

Célebre mafioso de Pulp Fiction, também de 1994, grande obra de Quentin Tarantino. Samuel L. Jackson, seu intérprete foi indicado ao Oscar naquele ano. Jules vivia dizendo que iria abandonar a ‘carreira’ de assassino. Super cultzão com John Travolta e Uma Thurman nos papéis principais. O que não falta nesse filme são cenas marcantes, como a dança dos personagens Vincent Vega e Mia Wallace.

20. Forrest Gump

(foto: divulgação)

O contador de histórias. Muitos ficaram sem saber se suas histórias eram verdadeiras ou pura invenção de uma mente maluca, mas a verdade é que Forrest Gump (1994) é um dos personagens mais queridos e simpáticos do cinema. “Run Forrest, run!”… Dirigido por Robert Zemeckis, o filme rendeu a Tom Hanks seu segundo Oscar, em 1995. Tanto o longa-metragem como o personagem fazem parte da minha lista de melhores filmes de todos os tempos.


Fontes:
Terra Cinema & DVD
Empire Magazine Online

65_RedRoses… A vida e morte de Eva Markvoort

Faz mais ou menos um mês quando li uma notícia no Terra sobre uma garota canadense que narrou em seu blog, seus últimos meses de vida. Nada muito incomum de se ouvir falar, já que o advento da internet vem trazendo cada vez mais, ferramentas e possibilidades para as pessoas se comunicarem em todo o mundo, seja pelo motivo que for.

(foto 65_redroseslivejournal)

O que me chamou a atenção nesta notícia no entanto, não foi o fato em si, e sim a trajetória inspiradora da personagem de uma vida tão virtual quanto real: Eva Markvoort. A matéria do Terra dá umas pinceladas sobre sua história, mas é no seu blog e em seus videos postados no site YouTube, que temos a oportunidade de conhecer através da própria Eva o que se passa no cotidiano, e principalmente na cabeça de uma pessoa que sabe que tem pouco tempo de vida.

(foto 65_redroseslivejournal)

Eva faleceu em março deste ano. Tinha 25 anos, completaria 26 em abril. Era estudante de artes cênicas e foi modelo. Era comunicativa e sempre bem-humorada. Acredito que essas características, muito similares as minhas, fizeram com que a história de Eva me atingisse de forma tão profunda. Ela nasceu e morreu com fibrose cística, uma doença incurável, não muito comum, que provoca acúmulo de muco nos pulmões. Passava a maior parte do tempo tossindo, de tempos em tempos no hospital, lutando para respirar melhor, como ela mesma dizia em seus posts.

Diferente de muitas pessoas nestas mesmas condições, Eva nunca deixou de tocar a sua vida e tentar fazer as mesmas coisas que uma jovem fazia na sua idade. Tinha uma fé inabalável e uma força de vontade absurda. Teve seus dois pulmões transplantados, recuperou a saúde, viajou, estudou, namorou, se divertiu. Sofreu a rejeição de seus novos pulmões e recomeçou sua tortuosa jornada de superação. Viveu a glória e a decepção juntas, e mesmo assim nunca perdeu a esperança. E continuou a postar.

Banner do documentário de 2009

Eva dizia que tinha uma missão. A missão de fazer campanhas para a pesquisa da cura e do tratamento da fibrose cística. A missão de encorajar e dar força a outras pessoas com a mesma doença que ela. A missão de  viver o bastante para contar a sua história. A missão de espalhar o amor pelo mundo afora. Todas as missões cumpridas com louvor.  O documentário 65_RedRoses (dirigido por Philip Lyall e Nimisha Mukerji) feito sobre a FC (fibrose cística) de Eva aumentou o número de doações de órgãos no Canadá em 100%. Aliás, um projeto super bem feito, muito esclarecedor que vale a pena ser visto.

O seu blog 65_RedRoses, que deu título ao filme, teve milhares de acessos e comentários vindos de todos os continentes. Eva recebeu centenas de cartas  que enfeitavam as pálidas paredes do quarto de hospital onde ficou a maior parte do tempo.  Ela chamava de “Wall of Love” (“Parede do Amor”).

Eva se formou, recebeu prêmios e condecorações e deu entrevistas. Foi amada e amou muito, como ela sempre gostava de escrever. Eva pouco reclamava. Não temia a morte, pois viveu uma vida plena. Viveu 100 anos em 25. Viveu com amor e é esse amor o seu maior legado. No vídeo em que ela se despede de seus leitores do blog e amigos virtuais, Eva disse: “Este é o fim da minha vida, mas não é o fim do meu amor.” Uma lição de vida que deveria ser levada mais a sério. A importância de um sentimento que só uma pessoa como Eva, poderia descrever de forma tão verdadeira. 


Despedida de Eva

A história de 65_RedRoses mudou algo dentro de mim. Pra melhor. Queria ter tido a chance de ter dito isso pra ela, em meio a seus milhares de seguidores virtuais. Pois eis aqui a minha chance de pelo menos aqui deixar isso registrado.

(foto 65_redroseslivejournal)

LOVE, LOVE, LOVE.


Video sobre a história de Eva


Mais sobre Eva Markvoort no
blog 65_RedRoses e na notícia do site Terra (clique aqui).

Da série “Recordar é viver”: The Goonies – 25th Anniversary

 

Criado há exatos 25 anos, um filme originalmente feito para o público infanto-juvenil, ganhava as grandes telas de cinema e iniciava a partir dali uma mania que virou um sucesso mundial. Afinal de contas quem até hoje não é fã do fenômeno “The Goonies”? Ou que criança nunca sonhou em ser um deles? Meus amigos de infância sabem o quanto eu tentei fazer uma versão brasileira real do grupinho (hehe). O filme sensação de 1985 dirigido por Richard Donner, escrito por Chris Columbus e produzido pelo já super famosão Steven Spielberg superou todas as espectativas e virou febre entre crianças, adolescentes e adultos. Até hoje, mais de duas décadas depois, o número de fãs só tem aumentado.  

 
A história do filme pra quem não se lembra ou não conhece ainda (fail! baixa na internet então!) é basicamente esta:  um grupo de garotos e suas famílias são obrigados a abandonar o seu bairro – ‘Goon Docks’-, que será demolido. Inesperadamente, eles acabam descobrindo um legítimo mapa do tesouro, capaz de torná-los ricos e evitar a destruição de suas casas. Liderados por Mikey, Bocão, Gordo e Data decidem com o amigo ir atrás do tesouro. Com a responsabilidade de ir atrás de Mikey, seu irmão mais velho Brand e as meninas Andy (namoradinha dele) e  Stef, também se juntam ao grupo na aventura. No meio da confusão toda eles conhecem o feioso-porém-adorável Sloth e sua família de criminosos, “os Fratelly”  que tenta melar o plano da galerinha a todo o custo. 

The Goonies: Andy, Brand, Bocão, Mikey, Data, Gordo e Stef

O filme é uma delícia, peça de cinéfilo colecionador (como eu!), e o seu 25º aniversário não podia passar batido por este blog. Aliás, o 20º aniversário, celebrado em 2005, marcou a reunião dos atores que interpretaram os personagens principais, mais o diretor Richard Donner, registrada na foto abaixo. 

The Goonies crescidos: Data, Mikey, Stef, Bocão, Andy, Gordo, "papai" Richard Donner e Brand

Infelizmente nem todos estavam presentes, como o caso dos atores John Matuszak, o Sloth, e Anne Ramsey, a Mama Fratelly, que faleceram em 1989 e 1988 respectivamente.

Deixaram saudades: Sloth e Mama Fratelli (com os irmãos Fratelli ao fundo)

A reunião mais recente da turma foi em 2009, na comemoração de aniversário da revista norte-americana “Empire Magazine”, nesta última com a presença de Spielberg na foto.  

The Goonies versão 2009: Jonathan Ke Quan, Josh Brolin, Steven Spielberg, Sean Astin, Martha Plimpton, Corey Feldman, Richard Donner, Jeff Cohen e Kerri Green

“The Goonies” marcou a vida de todos os seus atores, já que foi o ápice de alguns deles que não mais foram lembrados e o ponta-pé inicial de algumas carreiras como a de Josh Brolin, o intérprete de Brand, Sean Astin, intérprete do Mikey e de Corey Feldman, o Bocão. Deu notoriedade a atores mais veteranos como os intérpretes dos irmãos Fratelly, Joe Pantoliano e Robert Davi. Jogando no Google, claro, consegui achar o que alguns atores estão fazendo de suas vidas, 25 anos pós-Goonies. Site OhaYO!, post “A lenda dos Goonies” de Caio Souza, publicado em 2007 (dei uma atualizada básica nas informações):  

Mikey (Sean Astin)
Para quem não sabe, ele interpretou o hobbit Sam na trilogia “O Senhor dos Anéis”, e agradou ao público e aos críticos na mini-série americana “Into the West”. Também participou dos filmes “Como se Fosse a Primeira Vez” e “Click”, ambos com Adam Sandler. Hoje em dia ele tem 39 anos. 

Brand (Josh Brolin)
O mais bonitão de todos os Goonies também embalou uma carreira de sucesso, participando de séries de TV como “The Young Riders”, “The Mod Squad” e “Best Laid Plans”. Protagonizou o sucesso dos irmãos Cohen “Onde os Fracos Não Têm Vez”, indicado ao Oscar por sua atuação em “Milk” e em 2008 interpretou o presidente norte-americano George W. Bush no filme “W.”. Casado com a atriz Diane Lane, Brolin hoje em dia está com 42 anos. 

Bocão “Mouth” (Corey Feldman)
Fez alguns outros filmes de sucesso nos anos 80/90 como “Garotos Perdidos” e “Sem Licença pra Dirigir”. Ficou, durante muitos anos, desaparecido da mídia. Há algum tempo, porém, ele ressurgiu como um participante da segunda temporada do reality show “A Vida Surrealista”, mas não agradou muito. Hoje tem 39 anos. 

Gordo “Chunk” (Jeff Cohen)
Ao contrário de seus colegas acima, não seguiu a carreira artística. Hoje com quase 36 anos, ele trabalha como advogado em Los Angeles. 

Data (Jonathan Ke Quan)
Participou, também, da trilogia “Indiana Jones”, e hoje em dia com quase 39 aos, faz parte da equipe técnica de uma empresa da indústria cinematográfica chinesa.  

Andy e Stef (Kerri Green e Martha Plimpton)
As duas únicas garotas dentre os Goonies também continuaram no mundo artístico. Kerri Green e Martha Plimpton participaram de diversos filmes e episódios especiais de séries como “ER – Plantão Médico”. Atualmente elas têm 43 e 39 anos, respectivamente. 

-> Só pra curtir um pouquinho, uma das minhas cenas preferidas do Goonies. Pena que não achei dublada. É tão boa quanto a original… 

 

E não é que por acaso, depois de uma nova pesquisada básica no Google sobre o filme, encontrei uma matéria da Rolling Stone online de 2009, com uma notícia que dizia mais ou menos assim: “Os Goonies pode ganhar sequência, diz roteirista Chris Columbus” (veja matéria). De acordo com a matéria, o roteirista e o diretor Donner há alguns anos planejam dar uma continuação à saga do grupo de amigos, desta vez com os filhos dos personagens principais em uma história adaptada ao mundo cibernético atual. Segundo os autores, uma nova aventura com piratas e tesouros perdidos talvez não teria muito impacto com o público jovem do século XXI. 

Será que daria certo? Bom, eu não sou a favor de sequência de filmes cults e clássicos. Sabe aquela história de que se melhorar, estraga?! Pois é… Nunca é tão bom quanto o original. Existem vários exemplos que comprovam isso. Inclusive isso rende um futuro post. 

-> “The Goonies” também ajudou a alavancar a carreira de Cyndi Lauper, com a música-tema do filme “The Goonies R’ Good Enough”. Virou um hit que é inseparável da lembrança do longa, claaaro… Olha o clipe aí:

 

Mas enquanto a sequência não vem, nem uma possível refilmagem (o que seria de melhor gosto e mais aceito), o negócio é curtir o video do reencontro da galera de Goonies, mais de 20 anos depois, promovido pela “Empire Magazine” em 2009 (tudo em english, fazer o que). Sim, coisas que o YouTube faz por você! E viva o saudosismo!!! 🙂 

“The Goonies never say die!”

Fontes:
IMDb – Internet Movie Data Base
Site OhaYO!

Blog Spellbounding

O melhor do mundo… digital.

Tô pra fazer este post há meses. Bom, percebe-se pela data da notícia copiada do Terra em 9 de dezembro do ano passado. Uma exposição feita em Londres nesta data mostrou as imagens vencedoras do concurso Fotógrafo Digital do Ano, organizado pelo site PhotoRadar.

Eu como uma apaixonada por fotografia também, não podia deixar de mostrar alguns destes trabalhos fantásticos, selecionados entre mais de 100 mil inscritos. Divididas em categorias, como “Planeta Terra”, “Gente” e “Visão Digital”, as fotos vão desde simples concepções cotidianas que dizem tudo em um clique, até visões privilegiadas de situações aparentemente normais com retoques fantásticos, repletos de cores e contrastes… Surrealismo real? hehe!  

A foto ganhadora, eleita a melhor de todas as categorias, foi registrada por um islandês amador… Dois lindos cavalos típicos do país gelado em um raro momento de sol. Pra conferir todas as fotos escolhidas é só acessar no site da PhotoRadar.

A vencedora: de Bragi J. Ingibergsson, em Hafnarfjördur, na Islândia. Foi o primeiro lugar na categoria Planet Earth

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Budismo em cores e movimento: de Janet Shui Kee Yim, em Mianmar. O segundo lugar na categoria World in Motion

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Adrenalina registrada: de Nicola Bombassei, em Lavaredo, na Itália. Foi o terceiro lugar na categoria World in Motion

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How Mountains are Made: de Sabina Dimitriu, na Romênia. A foto mostra como criamos distância emocional daqueles que amamos, segundo a autora. Primeiro lugar na categoria Digital Vision

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Força da Natureza: de Chip Phillips, o lago Abrahan congelado, em Alberta, no Canadá. A vencedora na categoria Landscape

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Retrato de uma sociedade: de Al Overdrive, na Grã-Bretanha. A comemoração de um ano de um estúdio de tatuagem com as 'Fuel Girls' contratadas para animar a festa levou o primeiro lugar na categoria This is Britain

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Diferenças só na espécie: de Peter Byrne, Finlândia. O cisne dormindo tranquilo abrigado pela mãe ficou em segundo lugar na categoria Planet Earth

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Cara de um, focinho do outro: de Thomas van Beek, em Jordaan. A foto vencedora na categoria People and Portraits

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Retrato de uma sociedade²: de Jim Mortram, Grã-Bretanha. A foto de um morador de uma comunidade rural no interior do Reino Unido ficou com o segundo lugar na categoria People and Portraits

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A Verdade Nua: de Carla Broekhuizen, na Holanda. A foto que mostra um corpo fora dos padrões magros de beleza, levou o primeiro lugar na categoria Black and White

Fonte: Terra>Tecnologia. Link da matéria.

Kathryn Bigelow and…Knockout!

Um 2010 nada óbvio para o cinema mundial. Pelo menos foi isso o que aconteceu na 82ª cerimônia do Oscar, premiação concedida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana. Num ano que tinha tudo pra ser de James Cameron novamente, a exemplo de 1998 e seu “Titanic”, o premiadíssimo diretor acabou vendo sua ex-mulher e também cineasta, Katryn Bigelow, nocauteá-lo e praticamente ‘tomar a noite de assalto’, como dizem por aí. 

Conquista: Katryn Bigelow, o roteirista Mark Boal e o elenco de "Guerra ao Terror" (photo Michael Caulfield – © WireImage.com)

 Bigelow e seu “Guerra ao Terror” conquistaram os prêmios máximos da cerimônia, incluindo categorias técnicas como edição e mixagem de som, o que aliás tornou a derrota ainda mais amarga para os criadores de “Avatar”. Mas no dia 7 de março, data que antecedia o Dia Internacional da Mulher, elas foram os destaques. E quando digo elas, além de Bigelow, Sandra Bullock também entrou na dança levando para casa a estatueta de Melhor Atriz, premiada pela primeira vez, assim como a diretora.  

Em dobro: Kathryn Bigelow é a primeira mulher a receber o Oscar de Melhor Direção, além do prêmio de Melhor Filme (photo Michael Caulfield – © WireImage.com)

 Entre outros momentos interessantes, está a “até que enfim” merecida estatueta para Jeff Bridges, Christoph Waltz e Mo’nique garantindo o favoritismo, bem como “Preciosa” e seu ótimo roteiro adaptado. Mas pode-se dizer que uma das maiores surpresas da noite foi a conquista do longa argentino “O Segredo dos teus Olhos” como Melhor Filme Estrangeiro, acabando com o “já ganhou” do alemão “A Fita Branca”. E não me espanta isso, já que os argentinos provaram em outras oportunidades (o oscarizado “A História Oficial” e “O Filho da Noiva”, pra citar alguns) que fazem um dos melhores cinemas da América do Sul, senão Latina também. Aliás, parece que temos muito o que aprender com eles. E eu tenho que ver mais cinema argentino. 

Entre surpresas e certezas: principais vencedores da noite

Sobre a cerimônia, bem, pro meu gosto não podiam ter escolhido melhores apresentadores que o Steve Martin e o Alec Baldwin. Se separados eles são bons, juntos eles são ótimos. Os momentos mais gostosos do evento foram protagonizados pelos atores. A aparição de Ben Stiller como um personagem avatar também foi no mínimo, hilária. A bonita homenagem ao cineasta John Hughes, falecido em agosto de 2009, pelos principais atores que com ele trabalharam, tipos como Matthew Broderick, Macaulay Culkin, Jon Cryer e Molly Ringwald. Hughes foi o criador de  “Curtindo a Vida Adoidado” e “Esqueceram de Mim”, dois dos melhores filmes jovens dos anos 80 e início dos 90. Quase todos os bons eram dele. Outro ponto alto da cerimônia, na verdade o meu favorito, foi o momento que antecedeu as premiações das categorias de melhor ator e atriz, com os colegas que já trabalharam com os indicados, dando um breve depoimento sobre eles. Achei de uma delicadeza ímpar e podia ter sido extendido às demais categorias de atuação e direção também. 

Entre acertos e um grande erro: homenagens emocionantes, momentos engraçados e Farah Fawcett esquecida. Mancada ou descaso?

Provavelmente isso não entrou no ‘schedule’ da produção do evento, devido ao considerável atraso para o início da premiação, e o corre-corre deu aquela sensação de “falta alguma coisa aqui e ali”. Não sei se fui só eu que achei o anúncio das categorias de Melhor Direção e Melhor Filme uma confusão só, me deu uma sensação de que não tinham a importância que têm ( e eu que sempre  pensei que fossem as principais). Pois é, mas a grande cagada do evento (sim, porque só poderia chamar de cagada mesmo) foi o fato de terem esquecido Farrah Fawcett entre as homenagens póstumas do ano que passou, sendo que a atriz morreu no mesmo dia do rei do pop, Michael Jackson, que obviamente estava entre os homenageados. A desculpa da Academia é que Farrah não tinha tanta representatividade na telona como na telinha. Deixando de lado o status do super cantor, MJ tampouco era um astro do cinema. Independente de qualquer coisa, esquecer uma atriz conhecida como Farrah Fawcett é imperdoável. 

Ah, e não me esqueci da Aposta Oscar 2010. Lá em casa conquistei meu tri-campeonato. Das 24 categorias acertei 14… Ah, tá de bom tamanho visto que fiz algumas escolhas inseguras e outras seguras demais. Abaixo segue a lista dos premiados e, dos meus acertos e erros, claro… 😉 

Melhor Filme
“Guerra ao Terror”, de Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier e Greg Shapiro 

Apostei no Avatar. Errei feio. 

Melhor Ator
– Jeff Bridges, por “Coração Louco”

Aposta certa. Ponto para mim.

Melhor Atriz
Sandra Bullock, por “Um Sonho Possível”

Fui de coração na Meryl Streep. Mas foi justo, acredito. 

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por “Bastardos Inglórios”

Mais um ponto pra mim. Tava fácil esta né.

 Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique, por “Preciosa – Uma História de Esperança” 

 Outro ponto. É, outra barbada.

Melhor Direção
Kathryn Bigelow, por “Guerra ao Terror”

Esta aposta mudei na última hora. Gostei muito do filme e levei fé na mulher. Ponto.

Melhor Roteiro Original

“Guerra ao Terror”, de Mark Boal

Ponto. Já foram 5 acertos até agora.

Melhor Roteiro Adaptado

“Preciosa – Uma História de Esperança”, de Geoffrey Fletcher

Aposta segura também. Mais um ponto.

Melhor Fotografia
“Avatar”, de Mauro Fiore

 Meio difícil ser diferente. Ponto. Já são 7.

Melhor Edição
“Guerra ao Terror”, de Bob Murawski e Chris Innis 

Outra aposta segura furada. Fui de “Avatar”. 

Melhor Direção de Arte
“Avatar”, de Rick Carter e Robert Stromberg 

Óbvio. Ponto pra mim. 8. 

Melhor Figurino
“The Young Victoria”, de Sandy Powell 

Quis ser diferente, sabendo que ía errar. Fui de “Coco Antes de Chanel”. 

Melhor Maquiagem
“Star Trek”, de Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow 

Fui de “The Young Victoria”. Acho que troquei as apostas no fim. Era tão certo o “Star Trek”. Não sei o que me deu (hehe!).

Melhor Trilha Sonora

– “Up – Altas Aventuras”, de Michael Giacchino

Aposta segura. A trilha é linda mesmo. 9 já foram.

Melhor Canção Original

The Weary Kind, “Coração Louco”, de Ryan Bingham e T Bone Burnett

 Aposta segura, segundo o Globo de Ouro. 10.

Melhor Mixagem de Som
“Guerra ao Terror”, de Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett 

Este eu errei. “Avatar”.

Melhor Edição de Som
“Guerra ao Terror”, de Paul N.J. Ottosson 

Aí que tá a falta de coerência da minha parte… Este eu acertei. 11.

 Melhores Efeitos Visuais
“Avatar”, de Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones

Incontestável, né. 12.

Melhor Animação
“Up – Altas Aventuras”, de Pete Docter 

Aposta segura. Já foram 13.

Melhor Filme Estrangeiro
“O Segredo dos Seus Olhos”, de Juan José Campanella (Argentina)


Fui com a corrente “Fita Branca”. Me dei mal. Preciso ver este filme.

Melhor Documentário
“The Cove”, de Louie Psihoyos e Fisher Stevens
Bom, este eu errei no chute. Aliás, muito interessante, quero ver este documentário também.

Melhor Documentário em Curta-Metragem
“Music by Prudence”, de Roger Ross Williams e Elinor Burkett

Errei no chute². 

Melhor Curta-Metragem de Animação
“Logorama”, de Nicolas Schmerkin 

Gostei muito do trailer do curta. Se tivesse visto antes… Fui de “Wallace and Gromit…” 

Melhor Curta-Metragem
“The New Tenants”, de  Joachim Back e Tivi Magnusson 

Único chute que foi gol. 14 pontos.

Fonte: fotos, videos e mais sobre a festa do Oscar no site IMDb e no especial do Terra

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