
David Cook (ao centro, cantando) foi o vencedor da 7ª temporada do American Idol. Ao seu lado esquerdo, o outro finalista David Archuleta (Mark Mainz/AP)
A música é uma das minhas maiores paixões. De diversos estilos, gêneros, etnias e nacionalidades, acompanha o meu dia-a-dia em todos os momentos, desde que eu acordo até quando estou sonhando. O que é a vida sem uma trilha sonora? Ela está em todos os lugares, no trabalho, na escola, no mp3 player, no rádio do carro, no computador, no filme, na novela, no primeiro beijo… Música é onipresente. Mas o que diferencia uma música de outra? O que torna a música tão especial e única?! Uma resposta: a voz. Eu sou uma eterna apaixonada por grandes vozes, intérpretes insubstituíveis das mais belas e inesquecíveis canções. Não sei se é pelo fato de que o som e o timbre da voz me emocionam e cativam, ou se é pela frustração maior de não ter talento para cantar (hehe!). Se Deus me perguntasse hoje… “Que dom gostarias de ter?” Definitivamente eu diria: “o dom de saber cantar”. Não simplesmente saber cantar, já que não é difícil encontrar por aí cada figura estranha que se rotula cantor(a). Agora realmente cantar bem, ter uma voz linda, poderosa e original, ah, isso é privilégio de poucos espalhados pelo mundo. E alguns desses privilegiados estão sendo ‘garimpados’ em um programa popular americano muito conhecido e copiado em diversos países, inclusive aqui no Brasil (como todos devem saber), chamado “American Idol”. A versão original e mais bem-sucedida de um reality show em busca de novos talentos da música. Tão bem sucedida que acabou de finalizar sua 7ª temporada na última quarta-feira (21), com uma audiência total aproximada de 100 milhões de telespectadores somente em seu último dia. Impressionante, não é?! Pois é, mas mais impressionante ainda, é constatar que existem sim verdadeiros talentos descobertos na realização de todas as suas temporadas. Colocando de lado o bairrismo norte-americano imperativo em todas as suas produções, o programa tem se mostrado competente quanto a revelação de ótimos cantores(as) e intérpretes da música atual. Prova disso são nomes de ex-participantes da competição como Kelly Clarkson, Chris Daughtry, Jordin Sparks e Carrie Underwood hoje conhecidos nas maiores paradas musicais mundo afora.
Nesta última edição não será diferente. Os últimos finalistas do reality show, David Archuleta e David Cook, mostraram que o programa não perdeu seu tato. Dois grandes talentos, musicalmente diferentes, mas com vozes personalíssimas disputaram a final mais equilibrada de todas as temporadas divulgadas. O jovem de 17 anos, David Archuleta, americano com descendência hondurenha, de voz macia, rouca e impressionantemente potente foi considerado desde o início da competição o favorito pelo júri composto pelo sempre exigente inglês Simon Cowell, pelo produtor pouco menos exigente Randy Jackson e pela nada exigente cantora Paula Abdul. O seu comportamento tímido, carisma e jovialidade deram a Archuleta seus status de preferido do público, e sua belíssima voz interpretando baladas como “Imagine”, de John Lennon, e “Angels”, de Robbie Williams , fizeram de suas apresentações as mais elogiadas e votadas entre os participantes. Entretanto nem todo o favoritismo de Archuleta, tirou os méritos do surpreendente David Cook, consagrado o ídolo americano da 7ª temporada. Com 25 anos, o ex-bartender e rockeiro inato provou que nem tudo está perdido quando se tem talento, e quando se tem aquele algo mais. E no caso de Cook, o algo mais está na sua voz poderosa, melodicamente perfeita, na evolução e determinação de cada apresentação, e principalmente na sua ousadia de personificar músicas consideradas imutáveis, como a maravilhosa versão de “Hello”, de Lionel Richie e “I don’t wanna miss a thing”, do Aerosmith. Um pouco menos carismático que o outro David, mas nem por isso menos querido do público, Cook foi o primeiro cantor do gênero a ganhar a competição. O seu estilo comercial (o mais vendável da edição, a exemplo de Daughtry) provavelmente também justifica sua vitória, e a certeza de sucesso nas paradas musicais incentiva os demais cantores de rock a correrem atrás de oportunidades como essa.
Habilidade vocais não faltaram nesta edição do “American Idol”. Destaque para outros participantes como a rockeira de voz rasgada Amanda Overmyer, o impetuoso Michael Johns e suas lindas versões de Freddie Mercury, a diva irlandesa Carly Smithson, o descolado dreadhead Jason Castro de voz mansa característica, e a competente broadway singer Syesha Mercado, terceira colocada na competição. Acima de qualquer talento comercial ou carisma, os dois Davids comprovaram que a voz é um diferencial fundamental que qualquer cantor, banda e música precisa ter para fazer sucesso e ser lembrado. Com o crescente número de novos gêneros descartáveis e sem conteúdo, hoje em dia nada é mais raro do que um grande intérprete e uma boa letra de música. Verdade seja dita, a voz antecede a canção e imortaliza o artista. Afirmativa essa que nunca deve ser esquecida.
Caso não conheça e tenha interesse no programa ou no trabalho dos novos artistas como o David Cook e o David Archuleta, visite o site do “American Idol” e veja também os vídeos dos participantes no Youtube de grátissss!!!
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