O Globo de Ouro e a lista de premiados…

•fevereiro 3, 2010 • Deixe um comentário

A cerimônia da 67ª edição do Globo de Ouro foi rápida. A impressão que eu tive era que estava assistindo a uma maratona contra o tempo, onde os atores tinham um tempo bem restrito para apresentar e agradecer, aliás coisa que eles não cansaram de repetir durante a premiação. Alguns poucos momentos de descontração, sendo estes comandados pela apresentação no mínimo estranha do rei do “humor negro”, o comediante britânico Ricky Gervais. Longe do glamour e da ostentação que vemos a cada ano na cerimônia de entrega do tão desejado Oscar.

Humor ácido: Ricky Gervais

Não que isso seja um problema, já que o Globo de Ouro, mesmo sendo uma prévia do Oscar, tem como objetivo ser uma premiação mais elitizada, onde os indicados são escolhidos pela crítica imprensa estrangeira.

Sempre vencedores: Meryl Streep, Alec Baldwin, James Cameron e John Lithgow

Por isso, pode-se dizer que entre os ganhadores, tivemos muitas reafirmações – caso de Meryl Streep, James Cameron, Alec Baldwin e Mad Men -  quanto surpresas – como Sandra Bullock, Jeff Bridges, Mo-Nique, Drew Barrymore e Glee -  o que no meu ponto de vista  é ótimo já que nada está definido até a cerimônia do dia 7 de março.

Talentos reconhecidos: Sandra Bullock, Jeff Bridges, Mo'Nique, Christoph Waltz, Drew Barrymore, Robert Downey Jr., Toni Colette, Kevin Bacon, Michael C. Hall, Julianna Margulies e Chlöe Sevigny

Falando nisso, logo logo postarei a lista dos indicados ao prêmio da academia norte-americana, que foi anunciada no último dia 2.

Avatar, Se Beber Não Case, Mad Men, Glee, Up, Grey Gardens e Fita Branca foram os premiados de suas categorias. Amor Sem Escalas teve o melhor roteiro e Crazy Heart a melhor canção


- Melhor Filme – Drama
Avatar, de James Cameron

- Melhor Filme – Comédia ou Musical
Se Beber Não Case, de Todd Phillips

- Melhor Ator – Drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart

- Melhor Atriz  – Drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

- Melhor Ator – Comédia ou Musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

- Melhor Atriz – Comédia ou Musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

- Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

- Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique, por Preciosa

- Melhor Diretor
James Cameron, por Avatar

- Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

- Melhor Canção Original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart

- Melhor Trilha Sonora
Up – Altas Aventuras, de Michael Giacchino

- Melhor Filme Animado
Up – Altas Aventuras, de Pete Docter e Bob Peterson

- Melhor Filme Estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

INDICADOS DA TELEVISÃO

- Melhor Série de TV – Drama
Mad Men

- Melhor Série de TV – Comédia ou Musical
Glee

- Melhor Minissérie ou Filme Feito para TV
Grey Gardens

- Melhor Ator – Minissérie ou Filme Feito para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

- Melhor Atriz – Minissérie ou Filme Feito para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

- Melhor Ator em série de TV – Comédia ou Musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

- Melhor Atriz em Série de TV – Comédia ou Musical
Toni Colette, por United States of Tara

- Melhor Ator em Série de TV – Drama
Michael C. Hall, por Dexter

- Melhor Atriz em Série de TV – Drama
Julianna Margulies, por The Good Wife

- Melhor Ator Coadjuvante em Série de TV, Minissérie ou Filme feito para TV
John Lithgow, por Dexter

- Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV, Minissérie ou Filme Feito para TV
Chlöe Sevigny, por Big Love

- Homenagem do ano
- Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira (justíssimo, diga-se de passagem)

Conjunto da Obra: Martin Scorsese

Façam suas apostas… Globo de Ouro 2010

•janeiro 15, 2010 • Deixe um comentário

Parece que o tempo tá passando cada vez mais rápido, né. Aqui estou eu, postando a lista dos indicados à 67ª edição do Globo de Ouro 2010 – que na verdade se baseia nos filmes feitos em 2009, claro -, evento que ocorre neste domingo, dia 17, em Los Angeles, EUA. 

A Associação da Imprensa Estrangeira, entidade responsável pela premiação, divulgou a lista no dia 15 de dezembro do ano passado. Dentre os nomes citados, algumas novidades, outros já “calejados” no evento, mas com certeza já se pode ter uma prévia de um 2010 repleto de filmes diversos e interessantes para se ver. 

Amor Sem Escalas, filme do diretor Jason Reitman, tem George Clooney como protagonista

 O filme “Amor Sem Escalas”, do diretor Jason Reitman, tem seis indicações, liderando nas principais categorias, seguido de “Nine”, de Rob Marshall, musical repleto de estrelas oscarizadas, com cinco indicações.

Nine: com Judi Dench, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Sophia Loren, Nicole Kidman, Fergie, Kate Hudson e Daniel Day-Lewis (de costas)


Melhor Filme – Drama
- Avatar (2009)
- Guerra ao Terror (The HurtLocker) (2008)
- Bastardos Inglórios (2009)
- Precious (2009)
- Amor sem Escalas (2009)

Melhor Filme – Comédia ou Musical
- 500 Dias Com Ela (2009)
- Se Beber, Não Case (2009)
- Simplesmente Complicado (2009)
- Julie e Julia (2009)
- Nine (2009) 

Melhor Ator - Drama
- Jeff Bridges, por A Crazy Heart
- George Clooney, por Amor sem Escalas
- Colin Firth, por A Single Man
- Morgan Freeman, por Invictus
- Tobey Maguire, por Brothers 

Melhor Atriz  – Drama
- Emily Blunt, por The Young Victoria
- Sandra Bullock,por The Blind Side
- Helen Mirren, por The Last Station
- Carey Mulligan, por An Education
- Gabire Sadibe, por Precious 

Melhor Ator - Comédia ou Musical
- Matt Damon, por O Desinformante!
- Daniel Day Lewis, por Nine
- Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes
- Joseph Gordon Levitt, por 500 Dias com Ela
- Michael Stuhlbar, por A Serious Man 

Melhor Atriz - Comédia ou Musical
- Sandra Bullock, por A Proposta
- Marion Cotillard, por Nine
- Julia Roberts, por Duplicity
- Meryl Streep, por Simplesmente Complicado
- Meryl Streep, por Julie e Julia 

Melhor Ator Coadjuvante
- Matt Damon, por Invictus
- Stanley Tucci, por Um Olhar do Paraíso
- Christopher Plummer, por The Last Station
- Christopher Waltz, por Bastardos Inglórios
- Woody Harrelson, por The Messenger 

Melhor Atriz Coadjuvante
- Mo-Nique, por Precious
- Julianne Moore, por A Single Man
- Anna Kendrick, por Amor sem Escalas
- Vera Farmiga, por Amor sem Escalas
- Penelope Cruz, por Nine 

Melhor Diretor
- Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror
- James Cameron, por Avatar
- Clint Eastwood, por Invictus
- Jason Reitman, por Amor Sem Escalas
- Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios 

Melhor Roteiro
- Neill Blomkamp, por Distrito 9
- Mark Boal, por Guerra ao Terror
- Nancy Meyers, por Simplesmente Complicado
- Jason Reitman, por Amor Sem Escalas
- Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios 

Melhor Canção Original
- I Will See You (Avatar)
- The Weary Kind (The Crazy Heart)
- Winter (Brothers)
- Cinema Italiano (Nine)
- I Want to Come Home (Everybody’s Fine)

Melhor Trilha Sonora
- Michael Giacchino, por Up – Altas Aventuras
- Marvin Hamlisch, por O Desinformante!
- James Horner, por Avatar
- Abel Krozeniowski, por A Single Man
- Karen O. and Carter Burwell, por Onde Vivem os Monstros 

Melhor Filme Animado
- Coraline (2009)
- Fantástico Sr. Raposo (2009)
- Tá Chovendo Hamburguer (2009)
- A Princesa e o Sapo (2009)
- Up (2009) 

Melhor Filme Estrangeiro
- Baaria (2009)
- Abraços Partidos (2009)
- The Prophet (2009)
- The White Ribbon (2009)
- The Maid (2009) 

INDICADOS DA TELEVISÃO 

Melhor Série de TV – Drama
- Big Love (2006)
- Mad Men (2007)
- Dexter (2006)
- House M.D. (2004)
- True Blood (2008) 

Melhor Série de TV – Comédia ou Musical
- 30 Rock (2006)
- Entourage (2004)
- Glee (2009)
- Modern Family (2009)
- The Office (2005) 

Melhor Minissérie ou Filme Feito para TV
- Georgia O´Keeffe (2009)
- Grey Gardens (2009)
- Into the Storm (2009)
- Little Dorrit (2008)
- Taking Chance (2009) 

Melhor Ator - Minissérie ou Filme Feito para TV
- Kevin Bacon, por Taking Chance
- Kenneth Branagh, por Wallender
- Chiwetel Ejiofor, por Endgame
- Brendan Gleeson, por Into the Storm
- Jeremy Irons, por Georgia O’Keeffe 

Melhor Atriz - Minissérie ou Filme Feito para TV
- Joan Allen, por Georgia O´Keefe
- Drew Barrymore, por Grey Gardens
- Jessica Lange, por Grey Gardens
- Anna Paquin, por The Courageous Heart of Irena Sendler
- Sigourney Weaver, por Orações para Bobby 

Melhor Ator em série de TV – Comédia ou Musical
- Alec Baldwin, por 30 Rock
- Steve Carrell, por The Office
- David Duchovny, por Californication
- Thomas Jane, por Hung
- Matthew Morrison, por Glee 

Melhor Atriz em Série de TV – Comédia ou Musical
- Toni Colette, por The United States of Tara
- Courteney Cox, por Cougar Town
- Eddie Falco, por Nurse Jackie
- Tina Fey, por 30 Rock
- Lea Michele, por Glee 

Melhor Ator em Série de TV – Drama
- Simon Baker, por The Mentalist
- Michael C. Hall, por Dexter
- Jon Hamm, por Mad Men
- Hugh Laurie, por House
- Bill Paxton, por Big Love

Melhor Atriz em Série de TV – Drama

- Glenn Close, por Damages
- January Jones, por Mad Men
- Julianna Margulies, por The Good Wife
- Anna Paquin, por True Blood
- Kyra Sedwick, por The Closer

Melhor Ator Coadjuvante em Série de TV, Minissérie ou Filme feito para TV

- Michael Emerson, por Lost
- Neil Patrick Harris, por How I Met Your Mother
- William Hurt, por Damages
- John Lithgow, por Dexter
- Jeremy Piven, por Entourage 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV, Minissérie ou Filme Feito para TV
- Jane Adams, por Hung
- Rose Byrne, por Damages
- Jane Lynch, por Glee
- Janet McTeer, por Into the Storm
- Chloë Sevigny, por Big Love 


Mais sobre o Globo de Ouro e os indicados no site IMDb (agora com versão em português também)

Ainda no clima de Natal…

•janeiro 8, 2010 • Deixe um comentário

Já estamos em 2010, um ano que promete ótimas produções cinematográficas vindas de todos os cantos do mundo. Teremos a chance de conferir uma prévia destes filmes nas premiações que abrem a temporada 2009/2010, como o Globo de Ouro, BAFTA, Oscar, entre outros.  

Mas como esperar é preciso, assim como postar algo para começar o novo ano, resolvi estender o clima de Natal um pouquinho mais, e colocar aqui 12 filmes que marcaram esta época festiva tão importante para nós, e lucrativa para a indústria audiovisual.   

Produções das décadas de 40 e 50 até às mais atuais, selecionadas entre as preferidas de público e crítica, que emocionaram, empolgaram, divertiram ou simplesmente registraram a data, com histórias  incansavelmente vistas nas televisões todo final de ano, em praticamente todos os continentes. Afinal de contas, nada melhor do que dar aquela animada no espírito natalino, né… :)   

Símbolo americano: um filme de Frank Capra, com James Stewart

* “A Felicidade Não se Compra” (“It’s a Wonderful Life” – 1946): a belíssima história de um empresário frustrado (James Stewart) que desiludido com a vida e prestes a se suicidar na véspera do Natal, recebe a visita de um anjo que lhe mostra como teria sido o mundo (no caso mais restrito a sua cidade e sua família) se ele nunca tivesse existido. É considerado o maior e mais lembrado clássico natalino dos cinemas.   

Natal Musical: de Michael Curtiz, com Bing Crosby

* “Natal Branco” (“White Christmas” – 1954): após a Segunda Guerra, dois ex-companheiros de exército (Bing Crosby e Danny Kaye) formam dupla de cantores-dançarinos. Eles encontram ex-comandante à frente de uma hospedaria, enfrentando problemas financeiros pela falta de neve, e resolvem ajudá-lo. Um clássico musical, com a trilha sonora assinada por Irving Berlin inclui os sucessos ”White Christmas” e ”Count Your Blessings Instead of Sheep”, esta última indicada para o Oscar de melhor canção.  

Sucesso: original em 1947, de George Seaton e refilmagem em 1994, de Les Mayfield

* “Milagre na Rua 34″ (“Miracle on 34th Street” – 1947/1994): um clássico do cinema, ”Milagre na Rua 34” (também conhecido com o título ”De Ilusão Também se Vive”) é uma fábula natalina que conta a história de um senhor contratado por loja de departamentos para se vestir de Papai Noel durante o Natal. Quando o homem diz a todos ser de fato o bom velhinho, isso cria uma polêmica e ele é submetido a exames. Atestado como insano, um jovem advogado tenta provar que ele é mesmo o Papai Noel. Uma garotinha é a única que acredita. Com Maureen O’Hara e Natalie Wood. Refilmado em 1994 com Elizabeth Perkins e Mara Wilson.   

Magia: a história adaptada de Charles Dickens, nas mãos do diretor Burny Mattison

* “O Conto de Natal do Mickey” (“Mickey’s Christmas Carol” – 1983): definitivamente meu filme preferido de Natal. O conto de um velho egoísta e avarento, Ebenezer Scrooge (Tio Patinhas), que não tinha limites para sua ganância e desprezava sentimentos como amor, amizade e generosidade. Até que, em uma véspera de Natal, ele foi visitado pelos Três Espíritos do Natal, que o fizeram compreender qual seria o seu destino final se ele não mudasse suas ações. O maravilhoso desenho é uma adaptação do clássico romance de Charles Dickens, chamado “Christmas Carol”.  

Diversão garantida: continuação do sucesso criado por John Hughes, desta vez dirigido por Jeremiah S. Chechik

*”Férias Frustradas de Natal” (“Christmas Vacation” – 1989): um dos últimos filmes da série “Férias Frustradas”, o longa reúne novamente a família Griswold em uma cômica aventura natalina, repleta de trapalhadas e problemas típicos do clã de Clark Griswold (Chevy Chase) que prometeu curtir “o mais tradicional e divertido natal de todos os tempos”. Filme típico de “Cinema em Casa”, do SBT.   

Cult natalino: as famosas peripécias de Macaulay Culkin nos dois filmes de Chris Columbus

*”Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York” (“Home Alone” – 1990/”Home Alone 2: Lost in New York” – 1992): com certeza dois dos filmes mais lembrados e assistidos na época natalina. As aventuras do menino Kevin McCallister (Macaulay Culkin) que ao ser esquecido sozinho duas vezes pela família, precisa enfrentar dois ladrões que farão de tudo para acabar com a alegria do Natal. No primeiro filme, Kevin é esquecido em casa, quando sua família viaja para Paris. Os ladrões Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern) resolvem assaltar a casa aparentemente vazia, porém não contavam com a presença do esperto garoto de 8 anos que fará de tudo para evitar que aconteça. Na continuação, Kevin novamente se perde de sua família, mas desta vez fica sozinho em Nova York, onde reencontra os mesmos ladrões, dispostos a acabar com o Natal de crianças órfãs da cidade. Mais uma vez os ladrões não contavam com a inteligência do garoto, que prepara muitas armadilhas para a dupla.  

Papai Noel às avessas: Jim Carrey encarna o Grinch, de Ron Howard

* “O Grinch” (“How the Grinch Stole Christmas” – 2000): baseado no livro do Dr. Seuss, o filme conta a fantástica fábula de uma figura bizarra que é o avesso do conhecido Papai Noel, o Grinch (Jim Carrey) que odeia o Natal e faz de tudo para impedir que as pessoas de uma pequena cidade (igualmente bizarra), chamada Quem-Lândia, comemorem a data festiva. Mas ao conhecer a pequena otimista Cindy Lou Quem (Taylor Momsen), o Grinch passa a descobrir o verdadeiro significado do natal.  

Animação pioneira: a versão natalina de Tim Burton, dirigida por Henry Selick

* “O Estranho Mundo de Jack” (“The Nightmare Before Christmas” – 1993): só podia ser coisa do Tim Burton. A estranha história de Jack Skellington, rei das abóboras em Halloween Town (lugar onde os moradores assustam os humanos durante o Dia das Bruxas), que tenta reproduzir o Natal em sua terra, nem que para isso tenha que sequestrar o Papai Noel, mesmo contra a vontade de sua namorada Sally. Só que Jack não esperava pelos problemas que iriam surgir com o sucesso de seu plano. 

Papai Noel é americano: Tim Allen é o bom velhinho, no filme de John Pasquin

* “Meu Papai é Noel” (“The Santa Clause” – 1994): filme natalino tipicamente norte-americano. Tim Allen é Scott Calvin, um vendedor de brinquedos comum, divorciado e pai de um garoto de seis anos. Quando o Papai Noel sofre um acidente no telhado de sua casa, o bom velhinho pede a Scott que ele assuma o seu posto para que as crianças do mundo todo não fiquem sem Natal. Scott começa a engordar, a sua barba crescer e de repente se vê transformado no próprio Noel. Mais duas sequências vieram em 2002 e 2006. 

Longa natalino de 1989, dirigido por John D. Hancock

* “Um Natal Mágico” (“Prancer” – 1989): outro clássico da “Sessão da Tarde”, este filme trata de uma menina de oito anos, Jessica Riggs (Rebecca Harrell), que faz amizade com uma rena ferida, que ela acredita pertencer ao Papai Noel. A menina passa a tomar conta do animal, para que ele se recupere até a noite de Natal. O filme teve uma sequência para TV em 2001. 

Trégua natalina: uma tocante versão da história contada pelo diretor Christian Carion

* “Feliz Natal” (“Joyeux Noël” – 2005):  indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro de 2005, este longa francês retrata a ótica de soldados franceses, escoceses e alemães, sobre a trégua da Primeira Guerra Mundial em dezembro de 1914, época de natal. Durante a noite os soldados saem de suas trincheiras para apertar as mãos do inimigo, e confraternizar o Natal. Isso se torna motivo suficiente para mudar a vida de todos. Atuam no filme Daniel Brühl (“Edukators” e “Bastardos Inglórios”) como o tenente alemão Horstmayer, Benno Fürmann (“Speed Racer”) como o tenor Nikolaus Sprink e Diane Kruger (“Tróia” e  ”Bastardos Inglórios”) é a soprano Anna Sorensen. 

Inovação: conto de natal de Chris Van Allsburg, na versão digital do diretor Robert Zemeckis

* “O Expresso Polar” (“The Polar Express” – 2004): primeira animação digital natalina de alta tecnologia, o filme baseado em um conto de natal de 1985 mostra o dilema de um garoto (cujo nome não é revelado) que, desacreditando em Papai Noel, realiza uma viagem rumo ao Pólo Norte em uma locomotiva a vapor, típica dos anos 30, que contém “magia natalina”. Durante o trajeto o garoto passa por diversas aventuras que o levam a conhecer o Papai Noel e recuperar a crença no espírito natalino. Tom Hanks além de produzir o filme, emprestou sua voz e feições para um personagem, sendo o primeiro ator a ser digitalizado para a grande telona.

Mais sobre os filmes no site IMDb.

Uma década de cinema se foi… E muita coisa mudou

•dezembro 9, 2009 • Deixe um comentário

Com a primeira década do século XXI chegando ao fim, algumas revistas e jornais já começaram a lançar listas dos melhores filmes feitos nos últimos 10 anos no cinema mundial, claro que todos escolhidos de acordo com a opinião de seus respectivos críticos no assunto. 

Década esta em que vimos diversas mudanças no conceito de fazer e entender cinema. Animações digitais, que vieram a substituir os adoráveis desenhos animados, provaram ser a ‘galinha dos ovos de ouro’ de muitos grandes estúdios, ganhando não só notoriedade crítica, mas principalmente a atenção do público adulto. Os filmes independentes, antigamente subestimados e desprezados pelos próprios atores, agora são vistos como a principal arma para quem quer alavancar a carreira e para quem busca ser lembrado em premiações. Sem falar que são os novos queridinhos dos críticos e viraram sensação em salas de cinema em todo o mundo. A ascensão dos documentários que deixaram de lado o caráter exclusivamente científico e histórico, para se aproximarem mais da realidade e do interesse dos espectadores em geral.  Blockbusters recheados de efeitos especiais que, hoje, se tornaram pré-requisito para quem deseja fazer sucesso financeiro em  Hollywood. 

Sejam mudanças boas ou ruins, opções para todos os gostos não faltaram. Foi pensando nisso que o jornal britânico “The Times” divulgou esta semana os 100 melhores filmes da década, uma lista bem interessante e diversa, entre longas de diferentes países, animações e documentários.

E para o mundo afora, parece que o cinema brasileiro nos últimos anos tem se resumido a um nome: Fernando Meirelles.

Bem cotado e nas nuvens: diretor brasileiro Fernando Meirelles

O diretor e o seu aclamadíssimo “Cidade de Deus” aparecem em 66º lugar na lista gringa. 

O filme da década brasileira: Cidade de Deus

 Só que não para por aí não, já que Meirelles figura novamente entre os melhores, desta vez com o ótimo “O Jardineiro Fiel”, produção norte-americana que ficou na 52º posição. 

Simples e convincente: O Jardineiro Fiel

 A maioria destes filmes estão entre os meus favoritos, mas certamente mudaria a ordem de muitos, acrescentaria vários outros, e tiraria alguns, hehe! Mas enfim, qual graça teria o cinema se todo mundo pensasse igual ou gostasse das mesmas coisas? Então, segue a lista… 

1) Caché (2005)
2) A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne (2004 e 2007)
3) Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)
4) O Homem-Urso (2005)
5) Team America: Detonando o Mundo (2004)
6) Quem Quer Ser um Milionário? (2008)
7) O Último Rei da Escócia (2006)
8 ) 007 Cassino Royale (2006)
9) A Rainha (2006)
10) Hunger (2008)
11) Borat (2006)
12) A Vida dos Outros (2006)
13) This Is England (2007)
14) 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (2007)
15) A Queda! As Últimas Horas de Hitler (2004)
16) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004)
17) O Segredo de Brokeback Mountain (2005)
18) Deixa Ela Entrar (2008)
19) Vôo United 93 (2006)
20) Donnie Darko (2001)
21) Boa Noite, e Boa Sorte (2005)
22) Longe do Paraíso (2002)
23) O Equilibrista (2008)
24) Extermínio (2002)
25) Dançando no Escuro (2000)
26) Minority Report (2002)
27) Sideways – Entre Umas e Outras (2004)
28) O Escafandro e a Borboleta ( 2007)
29) Quero ser John Malkovich (2000)
30) Irreversível (2002)
31) Iraque em Fragmentos (2006)
32) Gladiador (2000)
33) Um Casamento à Indiana (2002)
34) Procurando Nemo (2003)
35) E Sua Mãe Também (2002)
36) Na Captura dos Friedmans (2004)
37) Amor à Flor da Pele (2000)
38) Cidade dos Sonhos (2001)
39) Encontros e Desencontros (2003)
40) Syriana – A Indústria do Petróleo (2005)
41) Filhos da Esperança (2006)
42) Os Incríveis (2004)
43) Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
44) Sob a Areia (2000)
45) Touching the Void (2003)
46) Traffic (2000)
47) Meu Amor de Verão (2004)
48) Pequena Miss Sunshine (2006)
49) Ligeiramente Grávidos (2007)
50) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)
51) O Quarto do Filho (2001)
52) O Jardineiro Fiel (2005)
53) Milk – A Voz da Igualdade (2008)
54 )Papai Noel às Avessas (2003)
55) Chopper (2000)
56) Volver (2006)
57) The Consequences of Love (2004)
58) Todo Mundo Quase Morto (2004)
59) Ser e Ter (2002)
60) A Lula e a Baleia (2005)
61) A Viagem de Chihiro (2001)
62) O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (2004)
63) Sangue Negro (2007)
64) A Criança (2005)
65) Valsa Com Bashir (2008)
66) Cidade de Deus (2002)
67) Gomorra (2008)
68) Amnésia (2000)
69) Persépolis (2007)
70) Entre os Muros da Escola (2008)
71) Monstros S.A. (2001)
72) Guerra ao Terror (2008)
73) De Tanto Bater Meu Coração Parou (2005)
74) O Labirinto do Fauno (2006)
75) Fale com Ela (2002)
76) Control (2007)
77) Tiros em Columbine (2002)
78) As Confissões de Schmidt (2002)
79) A Grande Viagem (2004)
80) Eu, Você e Todos Nós (2005)
81) In The Loop (2009)
82) Yi Yi: A One and a Two (2000)
83) Ventos da Liberdade (2006)
84) Hotel Ruanda (2004)
85) A Professora de Piano (2001)
86) O Orfanato (2007)
87) Time and Winds (2006)
88) Os Excêntricos Tenenbaums (2001)
89) Escola de Rock (2003)
90) Penetras Bons de Bico (2005)
91) Lantana (2001)
92) Estranhos de Passagem (2002)
93) O Clã das Adagas Voadoras (2004)
94) Uma Verdade Inconveniente (2006)
95) Amores Brutos (2000)
96) Morvern Callar (2002)
97) Sympathy for Lady Vengeance (2005)
98) Crash – No Limite (2004)
99) Batalha Real (2000)
100) O Diabo Veste Prada (2006)

Veja a notícia no site do Terra clicando aqui.

Atrasadíssima mas não esquecida: lista Oscar 2009

•outubro 8, 2009 • Deixe um comentário

Pois é, aqui estou eu, meses e meses depois pra terminar o que eu não tinha acabado ainda… Até porque antes tarde do que nunca. Tentarei da próxima vez não me ausentar por tanto tempo, afinal de contas, escrever aqui faz mais bem pra mim do que pra qualquer outra pessoa…claro!

Após o anúncio dos vencedores do Globo de Ouro e dos indicados ao Oscar, ainda em janeiro deste ano, posto aqui a lista dos grandes vencedores do Oscar 2009, a 81ª edição da cerimônia. Nenhuma grande surpresa hoje pra mim, já que vi a maioria dos filmes indicados e realmente, cada vencedor teve seu mérito. ” Quem Quer Ser um Milionário?” foi o grande vencedor, com 8 oscars dos 10 em que havia sido indicado. “O Curioso Caso de Benjamin Button” das 13 indicações, levou apenas 3 oscars, seguido dele “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Milk – A Voz da Igualdade” levaram 2 oscars cada, sendo o último filme com dois dos prêmios mais importantes da noite de 22 de fevereiro.

E o Oscar foi para:

Melhor filme:
* Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Cena final do filme Quem Quer Ser um Milionário?

Cena final do filme Quem Quer Ser um Milionário?

Justíssimo. O filme trata com delicadeza a realidade de um país muito falado, mas até então pouco conhecido do público mundial. A Índia que neste ano de 2009 virou febre com novelas, filmes, músicas, danças e moda é retratada de forma simples, com personagens densos, enredo muito bem entrelaçado com cenas em flashback e ritmo que deixa a gente literalmente preso à tela. ADOREI!

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Quem Quer Ser um Milionário?

Ascensão: Danny Boyle

Ascensão: Danny Boyle

O diretor do melhor filme do ano só podia ser o melhor diretor do ano, claro! Danny Boyle, conhecido em filmes como “A Praia” (isso, aquele com o Leonardo DiCaprio), “Extermínio” (aquele da zumbizada que adora sangue) e “Sunshine – Alerta Solar” (filme doido), já dava sinais de que sabia o que estava fazendo em 1996, com o ótimo “Trainspotting – Sem Limites”, filme que revolucionou uma geração de longas independentes.  Com “Quem quer ser um milionário?”, Boyle carimbou de vez seu passaporte como um dos grandes novos-velhos nomes de Hollywood, e promessa de bons filmes pela frente.

Melhor Ator:
* Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade

Reafirmação: Sean Penn

Reafirmação: Sean Penn

Não foi desta vez que Brad Pitt convenceu os grandões da Academia. Sean Penn, e seu já reconhecido talento, garatiu seu segundo Oscar com uma interpretação credibilíssima em uma cinebiografia do primeiro político homossexual norte-americano. Penn desevolveu as características e feições de um personagem real, sem forçar demais nem de menos, simplesmente na dose certa.

Melhor Atriz:
* Kate Winslet, por O Leitor

Já era hora: Kate Winslet e a estatueta

Já era hora: Kate Winslet e a estatueta

Finalmenteeeee a Academia resolveu entregar o Oscar para a Kate Winslet. Não é de hoje que ela vem merecendo. Aliás, foi necessário a mulher fazer dois ótimos filmes no mesmo ano, e receber dois Globos de Ouro pelos mesmos, para reconhecerem que já era hora. Grande atriz, sou fã! Sua interpretação de uma condenada de guerra nazista e analfabeta só veio a contribuir para a sua já repleta lista de personagens fortes, difíceis e marcantes. Perfeita!

Melhor Ator Coadjuvante:
* Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas

Imortal: família de Heath Ledger recebendo Oscar

Imortal: família de Heath Ledger recebendo Oscar

Chega a me dar uma dor no coração quando penso que ele não está mais entre nós, seres mortais. Segundo ator na história do cinema mundial a receber postumamente um Oscar, Heath Ledger e seu Coringa criaram um novo tipo de vilão do século XXI. Heath conseguiu mesclar características absurdas em um só personagem, indo do louco, ao sádico, ao sombrio, ao melancólico, ao sarcástico, ao brilhante. Sua interpretação ajudou seu filme a ser um dos mais vistos, mais ricos, mais importantes do ano, superando recordes e formando novas estatísticas. O novo cinema de adaptação de HQ’s nunca mais será o mesmo.

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Alegria: Penélope Cruz festeja seu primeiro Oscar

Alegria: Penélope Cruz festeja seu primeiro Oscar

Grata surpresa. Digo isso porque eu realmente não esperava que a Academia fosse reconhecer que Penélope Cruz anda se superando filme após filme. Porque é isso que tem acontecido desde “Volver”, e Cristina é um exemplo total do amadurecimento de Penélope como atriz. Sua versatilidade na interpretação da tresloucada personagem, que ora ri, ora chora, ora enlouquece, ora é só ternura mostra que ela está pronta para fazer qualquer coisa, principalmente carregar o título de primeira atriz espanhola a ganhar um oscar. Merecido, sem dúvida.

Melhor Roteiro Original:
* Milk – A Voz da Igualdade (do roteirista Dustin Lance Black)

Milk, a cinebiografia do aclamado diretor Gus Van Sant e do roteirista Dustin Lance Black, retrata com simplicidade e delicadeza (como dito anteriormente) a trágica, porém heroica jornada do primeiro político e ativista gay norte-americano, Harvey Milk. A história é narrada em primeira pessoa, no caso o próprio Milk, interpretado por Sean Penn, contando de forma breve toda a trajetória de sua curta vida, seus amores, suas derrotas e vitórias, seu ativismo em favor dos direitos dos homossexuais, prevendo a todo instante a iminência de uma morte certa. Acredito que o roteiro cumpre muito bem sua missão de contar a história, sem supervalorizar alguma cena, preterindo outra, sendo sutil no trato com o assunto que quer queira quer não, é polêmico. E no fim, deu destaque para as interpretações de todos os atores. Gostei bastante.

Melhor Roteiro Adaptado:
* Quem Que Ser um Milionário? (do roteirista Simon Beaufoy)

“Quem Quer Ser um Milionário?” é diferente de tudo o que se viu em Hollywood até hoje, a não ser pelo fato do diretor e do roteirista serem britânicos. Diferente porque primeiro é um filme com temática indiana, que mostra a pobreza mas não a supervaloriza, com um elenco de atores indianos desconhecidos do grande público, em uma história centrada num jogo que é um quiz de perguntas, como o velho conhecido americano “Jeopardy”, ou como a versão brazuca “Show do Milhão”. Mas quem pensaria que tudo isso junto poderia render um bom filme? Simon Beaufoy pensou e arriscou. O longa, com estilo bem similar ao nosso “Cidade de Deus”, se difere e ganha exatamente no modo como conta esta história toda. Isso porque ele não quer apenas contar a violência, o abandono, a pobreza e a injustiça. Mas sim quer contar sobre o amor, a luta, a superação e porque não a esperança. Tudo isso deixando o pieguismo de lado, e apostando nas cenas, nos recortes, nos links entre uma história e outra, sendo o quiz o referencial, o símbolo de uma conquista, o início e o fim. Enfim, digo e repito, ADOREI!

Melhor Filme Estrangeiro:
* Departures (Japão)

Melhor Animação:
* WALL-E

Não dá pra acreditar que ainda não vi este filme. Mas dizem que é maravilhoso. Tá na minha lista. Assim que o assistir faço um post sobre ele.

Melhor Direção de Arte:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Fotografia:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Mixagem de Som:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Edição de Som:
* Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora:
* Quem Quer Ser um Milionário?, de A. R. Rahman

Melhor Canção Original:
* Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Figurino:
* A Duquesa

Documentário em Longa-Metragem:
* Man On Wire

Documentário em Curta Metragem:
* Smile Pinki

Melhor Edição:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Especiais:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Animação de Curta-Metragem:
* La Maison En Petis Cubes

Melhor Curta-Metragem:
* Spielzeugland (Toyland)

Prêmio Show à Parte:
O apresentador Hugh Jackman deu um show de apresentação, acredito até contrariando muita gente que achava que ele não tinha nome suficiente para conduzir o evento. Ele dançou, cantou, fez graça, brincou com os convidados e claro, é um tipo muito bom de se olhar, né. Lindooo…

Hugh Jack = espetáculo!

Hugh Jack = espetáculo!

 

E o Globo de Ouro foi para…

•janeiro 16, 2009 • 1 Comentário

A 66ª premiação do Globo de Ouro 2009 foi marcada por ótimas surpresas, pelo reconhecimento inegável de verdadeiros talentos, pela presença de astros de grande escalão, e por uma vitória um tanto quanto inusitada, mesmo assim, justa. O maior vencedor da noite, com quatro dos principais prêmios concedidos pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, foi o filme do sempre excelente Danny Boyle (escolhido o Melhor Diretor de Longa-Metragem), “Slumdog Millionaire”. O longa, um tanto desacreditado na premiação, não pela sua forma e conteúdo que, segundo os críticos, são extremamente convincentes e de ótima qualidade, mas essencialmente por se tratar de um filme de temática simples feito exclusivamente com elenco e locação indiana. É a união entre Hollywood e Bollywood em alto nível, o que em tempos de crise econômica parece ser mais do que aceitável, e muito propício, claro.

Reuters)

"Slumdog Millionaire": filme de Danny Boyle, uma união dos cinemas britânico e indiano que deu muito certo (foto: Reuters)

Um dos momentos mais emocionantes da noite se deu por conta da justíssima nomeação de Heath Ledger como o ganhador da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante, pelo seu inesquecível Coringa, em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Em pé, a platéia de estrelas ovacionou a premiação do finado ator, recebida pelo diretor Chris Nolan, que igualmente emocionado falou da importância de Ledger para o sucesso do filme e a falta que o mesmo fará para o cinema mundial.  

Heath Ledger como "Coringa"

Mais que merecido: Heath Ledger como "Coringa"

Outro grande momento da noite, foi a inusitada mas aparentemente merecida escolha de Melhor Ator em Filme de Drama, com Mickey Rourke levando o prêmio para casa. Concorrendo com atores do calibre de Sean Penn, Frank Langella, Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, Rourke levou a melhor com o seu personagem no longa “The Wrestler”, um lutador profissional aposentado que volta ao circuito independente para uma última luta contra seu antigo rival. Uma grande volta do ator que ficou mais conhecido por sua personalidade polêmica,  do que pelos seus trabalhos no cinema. Aliás, só abrindo um parênteses no assunto “Mickey Rourke”, achei desnecessários os comentários feitos pelo crítico Rubens Edwald Filho na transmissão da premiação feita pela TNT, no domingo.  Sem nenhuma isenção de opinião a la Clodovil, Rubens estava mais preocupado em falar sobre o quanto o ator era repugnante, do que comentar sobre a sua performance no filme. Outro momento de total falta do que dizer, Rubens falou da falta de beleza da atriz Laura Linney – ganhadora na categoria Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV.  Pelo visto está na hora dele começar a buscar novos caminhos na sua profissão, já que a de crítico de cinema, está deixando a desejar.

Mickey Rourke, no filme "The Wrestler"

Volta por cima: Mickey Rourke, no filme "The Wrestler"

Mas na noite onde o grande homenageado era Steven Spielberg, por seus brilhantes trabalhos no cinema mundial, ninguém brilhou mais que a britânica Kate Winslet. Ela que levou para casa não só um, mas DOIS globos de ouro nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme em “The Reader”, e de Melhor Atriz em Filme de Drama, por seu elogiado papel no longa “Apenas um Sonho” (“Revolutionary Road”), ao lado de Leonardo DiCaprio, depois de 13 anos da última parceria entre os dois atores no premiadíssimo “Titanic”.  Depois de 7 indicações para o Globo de Ouro (tendo sido premiada nas duas últimas) e 5 indicações para o Oscar, Kate parece estar deixando de lado o estigma de ser a atriz do “quase lá”  para começar a trilhar um caminho de reconhecimento e muitos prêmios, a começar pelo Oscar 2009, onde terá uma/ou duas indicações e pelo menos uma vitória certa. Dicilmente a Academia deixará de dar uma estatueta para Kate, já que seu talento chegou ao ponto de ser totalmente incontestável.

à esquerda uma envelhecida Kate em "The Reader". À direita, com Leonardo DiCaprio no filme "Apenas um Sonho"

À esquerda uma envelhecida Kate em "The Reader". À direita, com Leonardo DiCaprio no filme "Apenas um Sonho"

Pois é… Parece que os britânicos estão roubando a cena em Hollywood. A exemplo de Kate Winslet, a “novata” Sally Hawkins também faturou o prêmio de Melhor Atriz por “Simplesmente Feliz” (“Happy-Go-Lucky”), desta vez na categoria em Comédia ou Musical, assim como Danny Boyle como Melhor Diretor, e Tom Wilkinson como Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV, por “John Adams”. Fora indicações de nomes como Emma Thompson, Kristen Scott Thomas, Rebeca Hall, Ralph Fiennes, Judi Dench e Sam Mendes pra citar alguns, realidade esta vista nas premiações, que ajuda a descentralizar o cinema, que inicialmente era tido com uma arte exclusivamente americana.

prêmio em dobro, talento de sobra

Kate Winslet: prêmio em dobro, talento de sobra (foto: Reuters)

Agora é conferir os filmes, as atuações e esperar pelo dia 22 de fevereiro, onde conheceremos os ganhadores do prêmio mais importante e cobiçado do cinema. Já comecei as fazer as minhas apostas…

Abaixo, a lista completa dos vencedores do Globo de Ouro 2009:

Melhor Filme – Drama:
* Slumdog Millionaire

Melhor Filme – Comédia ou Musical:
* Vicky Cristina Barcelona

Melhor Ator – Drama:
* Mickey Rourke, por The Wrestler

Melhor Atriz – Drama:
* Kate Winslet, por Apenas um Sonho

Melhor Ator – Comédia ou Musical:
* Colin Farrell, por In Bruges

Melhor Atriz – Comédia ou Musical:
* Sally Hawkins, por Simplesmente Feliz

Melhor Ator Coadjuvante:
* Heath Ledger por, Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Kate Winslet, por The Reader

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Slumdog Millionaire

Melhor Roteiro:
* Simon Beaufoy, por Slumdog Millionaire

Melhor Canção:
* “The Wrestler”, de The Wrestler

Melhor Trilha Sonora:
* Slumdog Millionaire: A.R. Rahman

Melhor Filme de Animação:
* WALL-E

Melhor Filme Estrangeiro:
* Valsa para Bashir (“Waltz With Bashir”)

Melhor Série de TV – Drama:
* Mad Men

Melhor Série de TV – Musical ou Comédia:
* 30 Rock

Melhor Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* John Adams

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Paul Giamatti, por John Adams

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Laura Linney, por John Adams

Melhor Ator em Série – Musical ou Comédia:
* Alec Baldwin, por 30 Rock

Melhor Atriz em Série – Musical ou Comédia:
* Tina Fey, por 30 Rock

Melhor Ator em Série – Drama:
* Gabriel Byrne, por In Treatment

Melhor Atriz em Série – Drama:
* Anna Paquin, por True Blood

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Tom Wilkinson, por John Adams

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Laura Dern, por Recount (TV)

Fonte:
IMDb – Road to the Globes 2009

Foi dada a largada…

•dezembro 16, 2008 • Deixe um comentário

Foi dada a largada para a corrida do Oscar 2009. A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou na quinta-feira, dia 11, em Los Angeles, os indicados à 66ª edição do Globo de Ouro. A premiação é considerada uma prévia do Oscar, e ocorrerá dia 11 de janeiro do próximo ano, a partir das 17hs (22hs horário de Brasília) na capital do cinema.

Globo de Ouro 2009, dia 11 de janeiro

Globo de Ouro 2009, dia 11 de janeiro

Com cindo indicações cada, os longas “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Frost/Nixon” e “Doubt” lideram a lista dos filmes mais cotados aos principais prêmios do Globo de Ouro 2009.

“O Curioso Caso de Benjamin Button” (“The Curious Case of Benjamin Button”) é uma adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald sobre a história de um homem que nasce com oitenta e poucos anos e envelhece ao contrário, ou seja, à medida que os anos passam, ao contrário de todos, ele rejuvenesce. Dirigido por David Fincher (“Se7en” e “Clube da Luta”), e estrelado por Brad Pitt, o filme tem recebido ótimas críticas, principalmente no que se refere à atuação do ator, sem mencionar a presença das oscarizadas Cate Blanchett e Tilda Swinton

"O Curioso Caso de Benjamin Button", adaptação do livro de F.Scott Fitzgerald

"O Curioso Caso de Benjamin Button", adaptação do livro de F. Scott Fitzgerald

“Frost/Nixon”, filme de Ron Howard (“Apollo 13″ e “Código Da Vinci”) é uma adaptação da montagem teatral escrita por Peter Morgan, que conta como foi a dramática entrevista do presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost logo após o escândalo político de Watergate, em 1972. No elenco principal, Frank Langella (“Boa Noite e Boa Sorte”),  Michael Sheen (“A Rainha”) e Kevin Bacon.

"Frost/Nixon", um filme de Ron Howard

"Frost/Nixon", um filme de Ron Howard

Outro nome na disputa é o longa “Doubt” (seria “Dúvida” na tradução literal), do desconhecido mas oscarizado diretor John Patrick Shanley. Adaptado no ano de 1964, “Doubt” mostra a história de uma freira, protagonizada por Meryl Streep, que confronta um padre, vivido por Philip Seymour Hoffman, após suspeitar que o mesmo está interessado em um jovem estudante negro da escola onde lecionam. Das cinco indicações que o filme recebeu, quatro são nas categorias de atuação: Streep, como Melhor Atriz em Drama, Seymour Hoffman como Melhor Ator Coadjuvante em Drama, e as atrizes Amy Adams e Viola Davis concorrem ambas na categoria de Coadjuvante em Drama. A última indicação é de Melhor Roteiro, categoria que o diretor Shanley conquistou seu primeiro Oscar em 1987, pelo adorável “Feitiço da Lua”, com Cher e Nicolas Cage

uma parábola de John Patrick Shanley

"Doubt": uma parábola de John Patrick Shanley

Aliás, Meryl Streep é forte  candidata a levar pelo menos um Globo de Ouro para casa. Indicada como melhor atriz nas categorias Drama e Comédia/Musical por “Doubt” e Mamma Mia!” respectivamente, a atriz tem mais uma vez a chance de adicionar para sua coleção sua 15ª indicação ao Oscar. No mesmo caminho está a atriz britânica Kate Winslet, indicada nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante ambas em Drama por “Revolutionary Road” (“Apenas um Sonho”) e “The Reader”, e também tem grandes chances de se encaminhar para sua 6ª indicação ao Oscar em 2009. 

Meryl Streep como a irmã Aloysius Beauvier, em Doubt e Kate Winslet (D), como a envelhecida Hanna Schmitz, do filme The Reader

Meryl Streep como a irmã Aloysius Beauvier, em "Doubt" e Kate Winslet (D), como a envelhecida Hanna Schmitz, do filme "The Reader"

Com Brad Pitt, Sean Penn, Leonardo DiCaprio, Frank Langella e Mickey Rourke brigando pelo prêmio de melhor ator; Meryl Streep, Kate Winslet, Angelina Jolie, Anne Hathaway e Kristen Scott Thomas no páreo para melhor atriz –  e outros nomes como Heath Ledger, Penélope Cruz, Javier Bardem, Tom Cruise, Robert Downey Jr. e Dustin Hoffman para citar alguns - é bom pegar a pipoca e não perder por nada a premiação que vem por aí.

Infelizmente o longa brasileiro “Última Parada 174″, do diretor Bruno Barreto, ficou de fora da disputa de melhor filme estrangeiro. O que ainda não tira completamente as chances de uma possível indicação ao Oscar no próximo ano. É cruzar os dedos e torcer.

Última Parada 174, de Bruno Barreto

Aclamado pela crítica: "Última Parada 174", de Bruno Barreto

Veja agora a lista completa das indicações ao Globo de Ouro

Melhor Filme - Drama:
* O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Frost/Nixon (2008 )
* The Reader (2008 )
* Apenas um Sonho (Revolutionary Road) (2008 )
* Slumdog Millionaire (2008 )

Melhor Filme – Comédia ou Musical:
* Queime Depois de Ler (2008 )
* Simplesmente Feliz (2008 )
* In Bruges (2008 )
* Mamma Mia! (2008 )
* Vicky Christina Barcelona (2008 )

Melhor Ator – Drama:
* Leonardo DiCaprio, por Apenas um Sonho (2008 )
* Frank Langella, por Frost/Nixon (2008 )
* Sean Penn, por Milk (2008 )
* Brad Pitt, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Mickey Rorke, por The Wrestler (2008 )

Melhor Atriz – Drama:
* Anne Hathaway, por O Casamento de Rachel (2008 )
* Angelina Jolie, por A Troca (2008 )
* Meryl Streep, por Doubt (2008 )
* Kristin Scott Thomas, por Il y a longtemps que je t’aime (2008 )
* Kate Winslet, por Apenas um Sonho (2008 )

Melhor Ator - Comédia ou Musical:
* Javier Bardem, por Vicky Christina Barcelona  (2008 )
* Colin Farrell, por In Bruges  (2008 )
* James Franco, por Pineapple Express  (2008 )
* Brendan Glesson, por In Bruges  (2008 )
* Dustin Hoffman, por Last Chance Harvey  (2008 )

Melhor Atriz – Comédia ou Musical:
* Rebecca Hall, por Vicky Christina Barcelona (2008 )
* Sally Hawkins, por Simplesmente Feliz (2008 )
* Frances McDormand, por Queime Depois de Ler (2008 )
* Meryl Streep, por Mamma Mia! (2008 )
* Emma Thompson, por Last Chance Harvey (2008 )

Melhor Ator Coadjuvante:
* Tom Cruise, por Trovão Tropical (2008 )
* Robert Downey Jr., por Trovão Tropical (2008 )
* Ralph Fiennes, por A Duquesa (2008 )
* Philip Seymour Hoffman, por Doubt (2008 )
* Heath Ledger por, Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008 )

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Amy Adams, por Doubt (2008 )
* Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona (2008 )
* Viola Davis, por Doubt (2008 )
* Marisa Tomei, por The Wrestler (2008 )
* Kate Winslet, por The Reader (2008 )

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Slumdog Millionaire (2008 )
* Stephen Daldry, por The Reader (2008 )
* David Fincher, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Ron Howard, por Frost/Nixon (2008 )
* Sam Mendes, por Apenas um Sonho (2008 )

Melhor Roteiro:
* Eric Roth e Robin Swicord, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* John Patrick Shanley, por Doubt (2008 )
* Peter Morgan, por Frost/Nixon (2008 )
* David Hare, por The Reader (2008 )
* Simon Beaufoy, por Slumdog Millionaire (2008 )

Melhor Canção:
* “Down to Earth”, de Wall-E (2008 )
* “Gran Torino”, de Gran Torino (2008 )
* “I Thought I Lost You” , de Bolt (2008 )
* “Once in a Lifetime”, de Cadillac Records (2008 )
* “The Wrestler”, de The Wrestler (2008 )

Melhor Trilha Sonora:
* A Troca (2008 ): Clint Eastwood
* O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 ): Alexandre Desplat
* Defiance (2008 ): James Newton Howard
* Frost/Nixon (2008 ): Hans Zimmer
* Slumdog Millionaire (2008 ): A.R. Rahman

Melhor Filme de Animação:
* Bolt (2008 )
* Kung Fu Panda (2008 )
* WALL-E (2008 )

Melhor Filme Estrangeiro:
* The Baader Meinhof Complex
* Everlasting Moments
* Gomorra
* I’ve Loved You So Long
* Waltz With Bashir

Melhor Série de TV – Drama:
* Dexter (2006)
* House (2004)
* In Treatment (2008 )
* Mad Men (2007)
* True Blood (2007)

Melhor Série de TV – Musical ou Comédia:
* 30 Rock (2006)
* Californication (2007)
* Entourage (2004)
* The Office (2005)
* Weeds (2005)

Melhor Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Bernard and Doris (2007)
* Cranford (2007)
* John Adams (2008 )
* A Raisin in The Sun (2008 ) (TV)
* Recount (2008 ) (TV)

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Ralph Fiennes, por Bernard and Doris (2007)
* Paul Giamatti, por John Adams (2008 )
* Kevin Spacey, por Recount (2008 ) (TV)
* Kiefer Sutherland, por 24: Redemption (2008 ) (TV)
* Tom Wilkinson, por Recount (2008 ) (TV)

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Judi Dench, por Cranford (2007)
* Catherine Keener, por An American Crime (2007)
* Laura Linney, por John Adams (2008 )
* Shirley MacLaine, por Coco Chanel (2008 ) (TV)
* Susan Sarandon, por Bernard and Doris (2007)

Melhor Ator em Série – Musical ou Comédia:
* Alec Baldwin, por 30 Rock (2006)
* Steve Carell, por The Office (2005)
* Kevin Connolly, por Entourage (2004)
* David Duchovny, por Californication (2007)
* Tony Shalhoub, por Monk (2002)

Melhor Atriz em Série – Musical ou Comédia:
* Christina Applegate, por Samatha Who? (2007)
* America Ferrera, por Ugly Betty (2006)
* Tina Fey, por 30 Rock (2006)
* Debra Messing, por The Starter Wife (2008 )
* Mary-Louise Parker, por Weeds (2005)

Melhor Ator em Série - Drama:
* Gabriel Byrne, por In Treatment (2008 )
* Michael C. Hall, por Dexter (2006)
* Jon Hamm, por Mad Men (2007)
* Hugh Laurie, por House M.D. (2004)
* Jonathan Rhys Meyers, por The Tudors (2007)

Melhor Atriz em Série - Drama:
* Sally Field, por Brothers & Sisters (2006)
* Mariska Hargitay, por Law & Order: Special Victims Unit (1999)
* January Jones, por Mad Men (2007)
* Anna Paquin, por True Blood (2007)
* Kyra Sedgwick, por The Closer (2005)

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Neil Patrick Harris, por How I Met Your Mother (2005)
* Denis Leary, por Recount (2008 ) (TV)
* Jeremy Piven, por Entourage (2004)
* Blair Underwood, por In Treatment (2008 )
* Tom Wilkinson, por John Adams (2008 )

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Eileen Atkins, por Cranford (2007)
* Laura Dern, por Recount (2008 ) (TV)
* Melissa George, por In Treatment (2008 )
* Rachel Griffiths, por Brothers & Sisters (2006)
* Dianne Wiest, por In Treatment (2008 )

Fontes:
Cinema & DVD – Terra
IMDb – Road to the Globes 2009

Mamma Mia!: musical, ABBA e Meryl Streep…

•dezembro 7, 2008 • 6 Comentários

Mamma Mia! Até quem não gosta de musical é capaz de adorar este filme! O motivo principal, claro, tem um nome, e não é qualquer um, é O nome: MERYL STREEP, a maior e melhor atriz do cinema mundial atual (uma parcialidade digna de fã, eu sei). O segundo motivo especial, certamente deve-se aos momentos nostálgicos (para todos os públicos, indiferente da idade ou gosto) provocados por “The Winner Takes it All” e ”Dancing Queen”, algumas das  ’músicas chiclete’ do grupo ABBA, inspirador total desta adaptação cinematográfica da peça britânica de Catherine Johnson, que é sucesso na Europa.

Não que o filme não tenha outros atrativos, obviamente as interpretações hilárias da brilhante atriz britânica Julie Walters (a mesma de “Garotas do Calendário”, filme delicioso), e da também engraçadíssima Christine Baranski (da refilmagem de “Gaiola das Loucas” e “Segundas Intenções”) deram um toque a mais ao trio feminino veterano “Donna and the Dynamos”. O trio masculino do filme com Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård igualmente não deixou a desejar, já que ver três atores estereotipados como galãs do tipo sérios, atuarem com tanto bom humor e desprendimento cênico, personagens simples e clichês, foi realmente um achado.

Tanya, Donna e Rosie

The Dynamos: Tanya, Donna e Rosie

Uma das gratas surpresas vistas neste musical foi a interpretação da iniciante Amanda Seyfried, a Sophie, filha de Donna (Streep) e personagem principal da história, a qual gira em torno do seu prematuro casamento com o namorado Sky (o até então desconhecido ator Dominic Cooper). Entre as situações inusitadas no filme, desde o momento em que Sophie lê o diário da mãe, convida os supostos pais para seu casamento, até as ocasiões em que ela tenta lidar com o dilema de descobrir quem é realmente seu genitor, Amanda consegue apresentar com clareza e profundidade os variados tipos de emoções para cada cena, claro que tudo aliado à poderosa voz ouvida nas canções dialogadas no filme, voz esta pertencente mesmo à atriz, que tem também em sua formação artística, o canto e a dança. 

Aliás, em questão de opinião um dos melhores takes do filme são as cenas em seqüência, em que mãe e filha, horas antes do casamento, dividem momentos de intimidade e carinho, valorizando não só o potencial interpretativo das atrizes, mas também mostrando com simplicidade o relacionamento – geralmente estereotipado como controverso em nossas novelas – entre duas representações da família em nossa sociedade.  Nossa, fui a fundo no pensamento pseudosociológico, né?! Mas sou capaz de apostar que muitas mães e filhas vêem esta cena com os mesmos olhos que eu. Amanda Seyfried vem desta nova safra de jovens atrizes do cinema hollywoodiano, e até onde eu tenha conhecimento, seu filme de maior destaque foi exatamente em uma produção de bastande sucesso estrelada pela também jovem, mas muiiiito problemática atriz, Lindsay Lohan, no filme “Meninas Malvadas”.

Donna e Sophie

Momento mãe e filha: Donna e Sophie

No longa, Amanda interpreta a amiga loira-burra da personagem de Lohan, do grupo das populares da escola chamado “The Plastics” (“As Plastificadas”), uma clara crítica ao modelo americano escolar e seus grupos de excludentes e excluídos, no caso, populares e nerds. Uma personagem engraçada, mas que facilmente podia ser descartada da história, e no entanto depois de ver Mamma Mia!, cheguei a conclusão que foi um completo desperdício do talento da atriz, escondido (intencionalmente ou não) por trás do protagonismo de Lindsay Lohan e Rachel McAdams, a Regina George, outra ótima revelação vinda desta produção (antes disso, McAdams havia se lançado para o mercado na comédia ”Menina Veneno”). Mamma Mia! lançou Amanda Seyfried para o estrelato, agora depende só dela virar uma estrela, seja ela marcada nas calçadas de Los Angeles, seja cadente nos céus de Hollywood.

Amanda Seyfried (à direita) com as colegas de elenco Lacey Chabert, Rachel McAdams e Linsay Lohan

Amanda Seyfried (à direita) com as colegas de elenco Lacey Chabert, Rachel McAdams e Lindsay Lohan

Agora o que realmente me inspira a falar sobre este filme, da diretora Phyllida Lloyd, é a  presença sempre marcante de Meryl Streep, motivo suficiente pra fazer valer o ingresso. Intérprete em filmes como ”Kramer vs. Kramer”, “A Escolha de Sofia” , “Entre Dois Amores”, “As Pontes de Madison”, “Adaptação” e “Diabo Veste Prada” (pra citar alguns), ela sempre mostra uma versatilidade digna de uma ’camaleoa’ do cinema, já que as mudanças e diferenças de cada personagem mostram quase que uma perfeição técnica no quesito interpretação. Dificilmente você vai se lembrar de um papel feito por Streep que seja parecido com qualquer outro anterior.

Meryl Streep, como Donna

Maravilhosa: Meryl Streep, como Donna

O mesmo acontece com Donna, personagem-chave de Mamma Mia!.  No auge de seus 59 anos, Meryl Streep pula, dança, canta (e canta bem!), ri e chora, tudo isto apresentando uma forma física de dar inveja à muita guria de 20 e poucos anos (como eu, por exemplo!). Sua jovialidade, como mãe de uma garota de 20 anos, é incrível. Aliás, as três veterenas do filme – todas com quase 60  – são a melhor representação da vida, do vigor e da juventude neste longa. Julie Walters então está impagável como a debochada e fogosa Rosie, responsável por boa parte do humor da história. Christine Baranski também com sua parcela de culpa, acrescenta demais com a perua e devoradora de casamentos/divórcios, Tanya. O sempre ocupado Sam, o aventureiro  Bill e o confuso  Harry, respectivamente o irlandês Pierce Brosnan, o sueco Stellan Skarsgård e o britânico Colin Firth complementam o  elenco internacional de estrelas, que liderado por Streep, carregam o filme nas costas.

Quem é o pai?

Bill, Sam ou Harry: Quem é o pai?

Considerada pelos críticos atuais como a melhor atriz viva de todos os tempos, 14 vezes indicada ao Oscar e ganhadora de 2, Meryl Streep continua soberana na arte de atuar. Até porque ser “odiada” por Katharine Hepburn e adorada por Bette Davis – simplesmente duas das melhores atrizes que já existiram – não é pra qualquer uma, né. Talvez não fosse por sua presença em Mamma Mia!, o filme cairia completamente nos ‘velhos novos’ moldes feitos atualmente com os musicais, que literalmente não chegam aos pés da magia e do encantamento de produções como “My Fair Lady”, “Amor Sublime Amor”, “Cantando na Chuva” e “Noviça Rebelde”. Pecam pelo exagero, pelos fracos diálogos e pela falta de criatividade.

Meryl Streep

A melhor: alguém duvida?

Mamma Mia! é divertido, com ótimas atuações, e de quebra traz o ABBA de novo à cena musical. Com uma aceitação extraodinária, o longa arrecadou mais de 559 milhões de dólares em todo o mundo. O estúdio responsável, Universal Pictures, o elenco e a direção estão conversando sobre a possibilidade de uma seqüência.  Se esta é uma idéia inteligente, não sei se acredito, mas ver  novamente Meryl Streep cantando e dançando na telona, realmente merece bis… :)

FICHA TÉCNICA
Mamma Mia! – The Movie

Diretor(a): Phyllida Lloyd
Roteirista: Catherine Johnson (autora da peça)
Elenco principal: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Julie Walters, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Christine Baranski e Dominic Cooper.
Distribuição/Estúdio: Universal Pictures

* Saiba mais sobre Mamma Mia! no site IMDB e no site oficial do filme.

O Coringa na manga…

•setembro 22, 2008 • 4 Comentários

Definitivamente agosto é o mês do cachorro louco… O blogzinho já estava ficando enferrujado de tanto tempo inativo. Mas enfim, setembro tá aí pra me redimir e compensar…

*** 

Sem mais delongas, vamos ao tão esperado post do ano de 2008. Claro, mais esperado por mim, já que eu não via a hora de arranjar um tempinho para escrevê-lo. Obviamente a cinéfila aqui não podia ficar sem falar sobre  “The Dark Knight – O Cavaleiro das Trevas”, o filme mais aguardado e, hoje, endinheirado dos últimos tempos. Em um time de pesos pesadíssimos como Morgan Freeman, Michael Cane e Gary Oldman, o principal nome que carregava toda esta espectativa o mundo inteiro já conhecia: Heath Ledger. 

Muito disso se dá pelo fato de ter sido sua penúltima performance nos cinemas antes de sua fatídica morte em janeiro deste ano. Pode até se dizer que boa parte do filme se vendeu basicamente por uma mórbida propaganda em torno da participação do finado ator. Mas na verdade, todo o frenesi causado pela mídia e pelos próprios espectadores sobre esta nova história do Batman, se justifica justamente pelo talento incontestável e cada vez mais impressionante de Heath Ledger.

Sua atuação como o vilão Coringa, nesta seqüência da adaptação do HQ feita pelo engenhoso diretor Chris Nolan, dá uma personalidade renovada a um dos personagens mais interessantes dos quadrinhos e do cinema, já vivido nove anos atrás, pelo titã Jack Nicholson. E mais, sua atuação supera em muitos aspectos a performance de Nicholson, não só pela qualidade da recriação do personagem, mas também por seu grau de dificuldade de interpretação. Seu empenho e esmero ao encarnar os trejeitos, o olhar, a atitude de um vilão malignamente inteligente e ao mesmo tempo mentalmente perturbado como o “The Joker” fizeram toda a diferença na composição do enredo, onde o Batman, interpretado pelo competente ator Christian Bale, se mostra um herói sombrio e imperfeito. 

Notícias circuladas por todos os cantos da internet, publicaram que Heath não só interpretou o Coringa, como realmente encarnou o personagem durante todos os meses enquanto o longa era filmado. Segundo os rumores, Heath Ledger queria vivenciar o personagem, saber como o Coringa pensava, falava e agia, o que certamente preocupou seus colegas de elenco, que temiam que o tom depressivo do personagem pudesse estar prejudicando a sanidade do ator. Verdade ou boato, difícil saber, mas dadas as devidas proporções conceituais e diferenças quanto ao estilo do filme de 1989 de Tim Burton e o de 2008 de Chris Nolan, e também à caracterização de ambos Coringas, o de Heath Ledger é o que certamente ficará guardado na memória dos espectadores e registrado na história cinematográfica de Hollywood. Sem dúvida, vale Oscar. Ou pelo menos indicação.

Christian Bale aliás, competente como já dito, reafirmou seu papel como o melhor Batman já visto nas grandes telonas. Não só pela sua convincente interpretação como o complexado Bruce Wayne, mas pela sua personificação do herói-morcegão como um todo. Quem hoje em dia não pensa em Christian Bale quando se trata de Batman? Não querendo desmerecer o trabalho de Michael Keaton, Val Kilmer (pra citar os melhores) e outros que já vestiram a roupa negra apertada do personagem, mas Bale conseguiu dar ao Batman a cara que todos queriam ver, e principalmente a cara que o Batman precisava ter. Um herói humano, com falhas e dúvidas. Muitas vezes egocêntrico, outras vezes ingênuo, e até mesmo egoísta. Difícil ver a palavra “egoísta” associada a um herói, mas aí é que está o segredo do sucesso desta nova concepção do personagem. Que ser humano nesse mundo não iria escolher salvar a pessoa que ama ou invés de uma outra pessoa que também é boa e que também não merece morrer?! Infelizmente o mundo não existe sem culpas e arrependimentos. E por ser assim tão normal que o Batman paga o preço pelos seus pecados. E por ser assim tão bom, que Christian Bale se obrigará a repetir a dose pelo menos mais uma vez.

Não podia deixar de mencionar a grata participação de Aaron Eckhart como o Duas Caras, o mocinho-que-desiludido-virou-vilão. Impossível dizer que foi uma supresa, já que sua capacidade e talento como ator não são desconhecidos de ninguém. Sua interpretação tanto do lado bom e honesto de Harvey Dent (que às vezes beirava ao exagero), como do lado desolado e vingativo, tudo isso aliado à perfeição dos efeitos especiais, compuseram um Duas Caras realmente assustador. E não só assustador pela trágica destruição do seu rosto, mas principalmente pela forma como ele se transforma em um ser repleto de rancor e ódio, capaz de cegar perante à inocência de uma criança indefesa. Aaron Eckart soube cumprir muito bem seu papel. Agora só resta saber se o seu personagem poderá ressurgir das cinzas em uma possível continuação. Infelizmente, parece ser pouco provável.

“The Dark Night – O Cavaleiro das Trevas” decididamente é a obra que consagrou o talento de Christopher Nolan. Não só pôs à prova a competência do novo diretor na difícil tarefa de superar seu aclamado primeiro Batman (coisa que pouquíssimos diretores conseguiram fazer neste mais de um século de cinema, quando se trata de seqüencias), mas essencialmente, mostrou uma grande habilidade em recriar personagens de forma convincente, ao mesmo tempo real e fantástica. Os efeitos especiais e as interpretações impressionaram, tanto quanto o enredo envolvente e instigante de uma adaptação, quem diria, de uma célebre história em quadrinhos. Alguém tem alguma dúvida que Chris Nolan ainda vai dar o que falar?!

Em números, O Cavaleiro das Trevas já se tornou o segundo filme da história de Hollywood a ultrapassar a marca dos U$$ 500 milhões arrecadados. A produção da Warner Bros já ocupa o posto de segundo longa-metragem mais lucrativo da história dos Estados Unidos, perdendo apenas para o biga-mega-master “Titanic”, com seus U$$ 600 milhões. Sem contar que é o filme mais rentável que a Warner já produziu, superando a marca que pertencia ao “Matrix Reloaded”. No mundo inteiro, a seqüência de “Batman Begins” arrecadou ‘modestíssimos’ U$$ 919, 1 milhões, valor este contabilizado até o início de setembro.

Ficha técnica
“Batman – O Cavaleiro das Trevas” (“The Dark Knight”)
Diretor: Christopher Nolan
Roteiristas: Jonathan Nolan e Christopher Nolan
Elenco principal: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Michael Cane e Morgan Freeman (com pequena participação de Cillian Murphy, vilão Espantalho do primeiro filme).
Distribuição/Estúdio: Warner Bros.
* Adaptação dos personagens criados por Bob Kane.

“20 de setembro: o precursor da liberdade”

•setembro 21, 2008 • 1 Comentário

* Uma homenagem ao meu Rio Grande do Sul. Orgulho de ser GAÚCHA!!! * 

Querência Amada
Teixeirinha
Composição: Teixeirinha

Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Na província de São Pedro
Padroeiro da querência

Oh! meu Rio Grande
De encantos mil
Disposto a tudo
Pelo Brasil
Querência amada dos parrerais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais

Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande

Te quero tanto
Torrão gaúcho
Morrer por ti me dou o luxo
Querência amada
Planície e serra
Dos braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra

Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de farrapo

Deus é gaúcho
De espora e mango
Foi maragato ou foi chimango
Querência amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil