Atrasadíssima mas não esquecida: lista Oscar 2009

•Outubro 8, 2009 • Deixe um comentário

Pois é, aqui estou eu, meses e meses depois pra terminar o que eu não tinha acabado ainda… Até porque antes tarde do que nunca. Tentarei da próxima vez não me ausentar por tanto tempo, afinal de contas, escrever aqui faz mais bem pra mim do que pra qualquer outra pessoa…claro!

Após o anúncio dos vencedores do Globo de Ouro e dos indicados ao Oscar, ainda em janeiro deste ano, posto aqui a lista dos grandes vencedores do Oscar 2009, a 81ª edição da cerimônia. Nenhuma grande surpresa hoje pra mim, já que vi a maioria dos filmes indicados e realmente, cada vencedor teve seu mérito. ” Quem Quer Ser um Milionário?” foi o grande vencedor, com 8 oscars dos 10 em que havia sido indicado. “O Curioso Caso de Benjamin Button” das 13 indicações, levou apenas 3 oscars, seguido dele “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Milk – A Voz da Igualdade” levaram 2 oscars cada, sendo o último filme com dois dos prêmios mais importantes da noite de 22 de fevereiro.

E o Oscar foi para:

Melhor filme:
* Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Cena final do filme Quem Quer Ser um Milionário?

Cena final do filme Quem Quer Ser um Milionário?

Justíssimo. O filme trata com delicadeza a realidade de um país muito falado, mas até então pouco conhecido do público mundial. A Índia que neste ano de 2009 virou febre com novelas, filmes, músicas, danças e moda é retratada de forma simples, com personagens densos, enredo muito bem entrelaçado com cenas em flashback e ritmo que deixa a gente literalmente preso à tela. ADOREI!

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Quem Quer Ser um Milionário?

Ascensão: Danny Boyle

Ascensão: Danny Boyle

O diretor do melhor filme do ano só podia ser o melhor diretor do ano, claro! Danny Boyle, conhecido em filmes como “A Praia” (isso, aquele com o Leonardo DiCaprio), “Extermínio” (aquele da zumbizada que adora sangue) e “Sunshine – Alerta Solar” (filme doido), já dava sinais de que sabia o que estava fazendo em 1996, com o ótimo “Trainspotting – Sem Limites”, filme que revolucionou uma geração de longas independentes.  Com “Quem quer ser um milionário?”, Boyle carimbou de vez seu passaporte como um dos grandes novos-velhos nomes de Hollywood, e promessa de bons filmes pela frente.

Melhor Ator:
* Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade

Reafirmação: Sean Penn

Reafirmação: Sean Penn

Não foi desta vez que Brad Pitt convenceu os grandões da Academia. Sean Penn, e seu já reconhecido talento, garatiu seu segundo Oscar com uma interpretação credibilíssima em uma cinebiografia do primeiro político homossexual norte-americano. Penn desevolveu as características e feições de um personagem real, sem forçar demais nem de menos, simplesmente na dose certa.

Melhor Atriz:
* Kate Winslet, por O Leitor

Já era hora: Kate Winslet e a estatueta

Já era hora: Kate Winslet e a estatueta

Finalmenteeeee a Academia resolveu entregar o Oscar para a Kate Winslet. Não é de hoje que ela vem merecendo. Aliás, foi necessário a mulher fazer dois ótimos filmes no mesmo ano, e receber dois Globos de Ouro pelos mesmos, para reconhecerem que já era hora. Grande atriz, sou fã! Sua interpretação de uma condenada de guerra nazista e analfabeta só veio a contribuir para a sua já repleta lista de personagens fortes, difíceis e marcantes. Perfeita!

Melhor Ator Coadjuvante:
* Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas

Imortal: família de Heath Ledger recebendo Oscar

Imortal: família de Heath Ledger recebendo Oscar

Chega a me dar uma dor no coração quando penso que ele não está mais entre nós, seres mortais. Segundo ator na história do cinema mundial a receber postumamente um Oscar, Heath Ledger e seu Coringa criaram um novo tipo de vilão do século XXI. Heath conseguiu mesclar características absurdas em um só personagem, indo do louco, ao sádico, ao sombrio, ao melancólico, ao sarcástico, ao brilhante. Sua interpretação ajudou seu filme a ser um dos mais vistos, mais ricos, mais importantes do ano, superando recordes e formando novas estatísticas. O novo cinema de adaptação de HQ’s nunca mais será o mesmo.

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Alegria: Penélope Cruz festeja seu primeiro Oscar

Alegria: Penélope Cruz festeja seu primeiro Oscar

Grata surpresa. Digo isso porque eu realmente não esperava que a Academia fosse reconhecer que Penélope Cruz anda se superando filme após filme. Porque é isso que tem acontecido desde “Volver”, e Cristina é um exemplo total do amadurecimento de Penélope como atriz. Sua versatilidade na interpretação da tresloucada personagem, que ora ri, ora chora, ora enlouquece, ora é só ternura mostra que ela está pronta para fazer qualquer coisa, principalmente carregar o título de primeira atriz espanhola a ganhar um oscar. Merecido, sem dúvida.

Melhor Roteiro Original:
* Milk – A Voz da Igualdade (do roteirista Dustin Lance Black)

Milk, a cinebiografia do aclamado diretor Gus Van Sant e do roteirista Dustin Lance Black, retrata com simplicidade e delicadeza (como dito anteriormente) a trágica, porém heroica jornada do primeiro político e ativista gay norte-americano, Harvey Milk. A história é narrada em primeira pessoa, no caso o próprio Milk, interpretado por Sean Penn, contando de forma breve toda a trajetória de sua curta vida, seus amores, suas derrotas e vitórias, seu ativismo em favor dos direitos dos homossexuais, prevendo a todo instante a iminência de uma morte certa. Acredito que o roteiro cumpre muito bem sua missão de contar a história, sem supervalorizar alguma cena, preterindo outra, sendo sutil no trato com o assunto que quer queira quer não, é polêmico. E no fim, deu destaque para as interpretações de todos os atores. Gostei bastante.

Melhor Roteiro Adaptado:
* Quem Que Ser um Milionário? (do roteirista Simon Beaufoy)

“Quem Quer Ser um Milionário?” é diferente de tudo o que se viu em Hollywood até hoje, a não ser pelo fato do diretor e do roteirista serem britânicos. Diferente porque primeiro é um filme com temática indiana, que mostra a pobreza mas não a supervaloriza, com um elenco de atores indianos desconhecidos do grande público, em uma história centrada num jogo que é um quiz de perguntas, como o velho conhecido americano “Jeopardy”, ou como a versão brazuca “Show do Milhão”. Mas quem pensaria que tudo isso junto poderia render um bom filme? Simon Beaufoy pensou e arriscou. O longa, com estilo bem similar ao nosso “Cidade de Deus”, se difere e ganha exatamente no modo como conta esta história toda. Isso porque ele não quer apenas contar a violência, o abandono, a pobreza e a injustiça. Mas sim quer contar sobre o amor, a luta, a superação e porque não a esperança. Tudo isso deixando o pieguismo de lado, e apostando nas cenas, nos recortes, nos links entre uma história e outra, sendo o quiz o referencial, o símbolo de uma conquista, o início e o fim. Enfim, digo e repito, ADOREI!

Melhor Filme Estrangeiro:
* Departures (Japão)

Melhor Animação:
* WALL-E

Não dá pra acreditar que ainda não vi este filme. Mas dizem que é maravilhoso. Tá na minha lista. Assim que o assistir faço um post sobre ele.

Melhor Direção de Arte:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Fotografia:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Mixagem de Som:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Edição de Som:
* Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora:
* Quem Quer Ser um Milionário?, de A. R. Rahman

Melhor Canção Original:
* Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Figurino:
* A Duquesa

Documentário em Longa-Metragem:
* Man On Wire

Documentário em Curta Metragem:
* Smile Pinki

Melhor Edição:
* Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Especiais:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem:
* O Curioso Caso de Benjamin Button

Animação de Curta-Metragem:
* La Maison En Petis Cubes

Melhor Curta-Metragem:
* Spielzeugland (Toyland)

Prêmio Show à Parte:
O apresentador Hugh Jackman deu um show de apresentação, acredito até contrariando muita gente que achava que ele não tinha nome suficiente para conduzir o evento. Ele dançou, cantou, fez graça, brincou com os convidados e claro, é um tipo muito bom de se olhar, né. Lindooo…

Hugh Jack = espetáculo!

Hugh Jack = espetáculo!

 

E o Globo de Ouro foi para…

•Janeiro 16, 2009 • 1 Comentário

A 66ª premiação do Globo de Ouro 2009 foi marcada por ótimas surpresas, pelo reconhecimento inegável de verdadeiros talentos, pela presença de astros de grande escalão, e por uma vitória um tanto quanto inusitada, mesmo assim, justa. O maior vencedor da noite, com quatro dos principais prêmios concedidos pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, foi o filme do sempre excelente Danny Boyle (escolhido o Melhor Diretor de Longa-Metragem), “Slumdog Millionaire”. O longa, um tanto desacreditado na premiação, não pela sua forma e conteúdo que, segundo os críticos, são extremamente convincentes e de ótima qualidade, mas essencialmente por se tratar de um filme de temática simples feito exclusivamente com elenco e locação indiana. É a união entre Hollywood e Bollywood em alto nível, o que em tempos de crise econômica parece ser mais do que aceitável, e muito propício, claro.

Reuters)

"Slumdog Millionaire": filme de Danny Boyle, uma união dos cinemas britânico e indiano que deu muito certo (foto: Reuters)

Um dos momentos mais emocionantes da noite se deu por conta da justíssima nomeação de Heath Ledger como o ganhador da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante, pelo seu inesquecível Coringa, em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Em pé, a platéia de estrelas ovacionou a premiação do finado ator, recebida pelo diretor Chris Nolan, que igualmente emocionado falou da importância de Ledger para o sucesso do filme e a falta que o mesmo fará para o cinema mundial.  

Heath Ledger como "Coringa"

Mais que merecido: Heath Ledger como "Coringa"

Outro grande momento da noite, foi a inusitada mas aparentemente merecida escolha de Melhor Ator em Filme de Drama, com Mickey Rourke levando o prêmio para casa. Concorrendo com atores do calibre de Sean Penn, Frank Langella, Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, Rourke levou a melhor com o seu personagem no longa “The Wrestler”, um lutador profissional aposentado que volta ao circuito independente para uma última luta contra seu antigo rival. Uma grande volta do ator que ficou mais conhecido por sua personalidade polêmica,  do que pelos seus trabalhos no cinema. Aliás, só abrindo um parênteses no assunto “Mickey Rourke”, achei desnecessários os comentários feitos pelo crítico Rubens Edwald Filho na transmissão da premiação feita pela TNT, no domingo.  Sem nenhuma isenção de opinião a la Clodovil, Rubens estava mais preocupado em falar sobre o quanto o ator era repugnante, do que comentar sobre a sua performance no filme. Outro momento de total falta do que dizer, Rubens falou da falta de beleza da atriz Laura Linney – ganhadora na categoria Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV.  Pelo visto está na hora dele começar a buscar novos caminhos na sua profissão, já que a de crítico de cinema, está deixando a desejar.

Mickey Rourke, no filme "The Wrestler"

Volta por cima: Mickey Rourke, no filme "The Wrestler"

Mas na noite onde o grande homenageado era Steven Spielberg, por seus brilhantes trabalhos no cinema mundial, ninguém brilhou mais que a britânica Kate Winslet. Ela que levou para casa não só um, mas DOIS globos de ouro nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme em “The Reader”, e de Melhor Atriz em Filme de Drama, por seu elogiado papel no longa “Apenas um Sonho” (“Revolutionary Road”), ao lado de Leonardo DiCaprio, depois de 13 anos da última parceria entre os dois atores no premiadíssimo “Titanic”.  Depois de 7 indicações para o Globo de Ouro (tendo sido premiada nas duas últimas) e 5 indicações para o Oscar, Kate parece estar deixando de lado o estigma de ser a atriz do “quase lá”  para começar a trilhar um caminho de reconhecimento e muitos prêmios, a começar pelo Oscar 2009, onde terá uma/ou duas indicações e pelo menos uma vitória certa. Dicilmente a Academia deixará de dar uma estatueta para Kate, já que seu talento chegou ao ponto de ser totalmente incontestável.

à esquerda uma envelhecida Kate em "The Reader". À direita, com Leonardo DiCaprio no filme "Apenas um Sonho"

À esquerda uma envelhecida Kate em "The Reader". À direita, com Leonardo DiCaprio no filme "Apenas um Sonho"

Pois é… Parece que os britânicos estão roubando a cena em Hollywood. A exemplo de Kate Winslet, a “novata” Sally Hawkins também faturou o prêmio de Melhor Atriz por “Simplesmente Feliz” (“Happy-Go-Lucky”), desta vez na categoria em Comédia ou Musical, assim como Danny Boyle como Melhor Diretor, e Tom Wilkinson como Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV, por “John Adams”. Fora indicações de nomes como Emma Thompson, Kristen Scott Thomas, Rebeca Hall, Ralph Fiennes, Judi Dench e Sam Mendes pra citar alguns, realidade esta vista nas premiações, que ajuda a descentralizar o cinema, que inicialmente era tido com uma arte exclusivamente americana.

prêmio em dobro, talento de sobra

Kate Winslet: prêmio em dobro, talento de sobra (foto: Reuters)

Agora é conferir os filmes, as atuações e esperar pelo dia 22 de fevereiro, onde conheceremos os ganhadores do prêmio mais importante e cobiçado do cinema. Já comecei as fazer as minhas apostas…

Abaixo, a lista completa dos vencedores do Globo de Ouro 2009:

Melhor Filme – Drama:
* Slumdog Millionaire

Melhor Filme – Comédia ou Musical:
* Vicky Cristina Barcelona

Melhor Ator – Drama:
* Mickey Rourke, por The Wrestler

Melhor Atriz – Drama:
* Kate Winslet, por Apenas um Sonho

Melhor Ator – Comédia ou Musical:
* Colin Farrell, por In Bruges

Melhor Atriz – Comédia ou Musical:
* Sally Hawkins, por Simplesmente Feliz

Melhor Ator Coadjuvante:
* Heath Ledger por, Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Kate Winslet, por The Reader

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Slumdog Millionaire

Melhor Roteiro:
* Simon Beaufoy, por Slumdog Millionaire

Melhor Canção:
* “The Wrestler”, de The Wrestler

Melhor Trilha Sonora:
* Slumdog Millionaire: A.R. Rahman

Melhor Filme de Animação:
* WALL-E

Melhor Filme Estrangeiro:
* Valsa para Bashir (“Waltz With Bashir”)

Melhor Série de TV – Drama:
* Mad Men

Melhor Série de TV – Musical ou Comédia:
* 30 Rock

Melhor Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* John Adams

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Paul Giamatti, por John Adams

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Laura Linney, por John Adams

Melhor Ator em Série – Musical ou Comédia:
* Alec Baldwin, por 30 Rock

Melhor Atriz em Série – Musical ou Comédia:
* Tina Fey, por 30 Rock

Melhor Ator em Série – Drama:
* Gabriel Byrne, por In Treatment

Melhor Atriz em Série – Drama:
* Anna Paquin, por True Blood

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Tom Wilkinson, por John Adams

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Laura Dern, por Recount (TV)

Fonte:
IMDb – Road to the Globes 2009

Foi dada a largada…

•Dezembro 16, 2008 • Deixe um comentário

Foi dada a largada para a corrida do Oscar 2009. A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou na quinta-feira, dia 11, em Los Angeles, os indicados à 66ª edição do Globo de Ouro. A premiação é considerada uma prévia do Oscar, e ocorrerá dia 11 de janeiro do próximo ano, a partir das 17hs (22hs horário de Brasília) na capital do cinema.

Globo de Ouro 2009, dia 11 de janeiro

Globo de Ouro 2009, dia 11 de janeiro

Com cindo indicações cada, os longas “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Frost/Nixon” e “Doubt” lideram a lista dos filmes mais cotados aos principais prêmios do Globo de Ouro 2009.

“O Curioso Caso de Benjamin Button” (“The Curious Case of Benjamin Button”) é uma adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald sobre a história de um homem que nasce com oitenta e poucos anos e envelhece ao contrário, ou seja, à medida que os anos passam, ao contrário de todos, ele rejuvenesce. Dirigido por David Fincher (“Se7en” e “Clube da Luta”), e estrelado por Brad Pitt, o filme tem recebido ótimas críticas, principalmente no que se refere à atuação do ator, sem mencionar a presença das oscarizadas Cate Blanchett e Tilda Swinton

"O Curioso Caso de Benjamin Button", adaptação do livro de F.Scott Fitzgerald

"O Curioso Caso de Benjamin Button", adaptação do livro de F. Scott Fitzgerald

“Frost/Nixon”, filme de Ron Howard (“Apollo 13″ e “Código Da Vinci”) é uma adaptação da montagem teatral escrita por Peter Morgan, que conta como foi a dramática entrevista do presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost logo após o escândalo político de Watergate, em 1972. No elenco principal, Frank Langella (“Boa Noite e Boa Sorte”),  Michael Sheen (“A Rainha”) e Kevin Bacon.

"Frost/Nixon", um filme de Ron Howard

"Frost/Nixon", um filme de Ron Howard

Outro nome na disputa é o longa “Doubt” (seria “Dúvida” na tradução literal), do desconhecido mas oscarizado diretor John Patrick Shanley. Adaptado no ano de 1964, “Doubt” mostra a história de uma freira, protagonizada por Meryl Streep, que confronta um padre, vivido por Philip Seymour Hoffman, após suspeitar que o mesmo está interessado em um jovem estudante negro da escola onde lecionam. Das cinco indicações que o filme recebeu, quatro são nas categorias de atuação: Streep, como Melhor Atriz em Drama, Seymour Hoffman como Melhor Ator Coadjuvante em Drama, e as atrizes Amy Adams e Viola Davis concorrem ambas na categoria de Coadjuvante em Drama. A última indicação é de Melhor Roteiro, categoria que o diretor Shanley conquistou seu primeiro Oscar em 1987, pelo adorável “Feitiço da Lua”, com Cher e Nicolas Cage

uma parábola de John Patrick Shanley

"Doubt": uma parábola de John Patrick Shanley

Aliás, Meryl Streep é forte  candidata a levar pelo menos um Globo de Ouro para casa. Indicada como melhor atriz nas categorias Drama e Comédia/Musical por “Doubt” e Mamma Mia!” respectivamente, a atriz tem mais uma vez a chance de adicionar para sua coleção sua 15ª indicação ao Oscar. No mesmo caminho está a atriz britânica Kate Winslet, indicada nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante ambas em Drama por “Revolutionary Road” (“Apenas um Sonho”) e “The Reader”, e também tem grandes chances de se encaminhar para sua 6ª indicação ao Oscar em 2009. 

Meryl Streep como a irmã Aloysius Beauvier, em Doubt e Kate Winslet (D), como a envelhecida Hanna Schmitz, do filme The Reader

Meryl Streep como a irmã Aloysius Beauvier, em "Doubt" e Kate Winslet (D), como a envelhecida Hanna Schmitz, do filme "The Reader"

Com Brad Pitt, Sean Penn, Leonardo DiCaprio, Frank Langella e Mickey Rourke brigando pelo prêmio de melhor ator; Meryl Streep, Kate Winslet, Angelina Jolie, Anne Hathaway e Kristen Scott Thomas no páreo para melhor atriz –  e outros nomes como Heath Ledger, Penélope Cruz, Javier Bardem, Tom Cruise, Robert Downey Jr. e Dustin Hoffman para citar alguns - é bom pegar a pipoca e não perder por nada a premiação que vem por aí.

Infelizmente o longa brasileiro “Última Parada 174″, do diretor Bruno Barreto, ficou de fora da disputa de melhor filme estrangeiro. O que ainda não tira completamente as chances de uma possível indicação ao Oscar no próximo ano. É cruzar os dedos e torcer.

Última Parada 174, de Bruno Barreto

Aclamado pela crítica: "Última Parada 174", de Bruno Barreto

Veja agora a lista completa das indicações ao Globo de Ouro

Melhor Filme - Drama:
* O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Frost/Nixon (2008 )
* The Reader (2008 )
* Apenas um Sonho (Revolutionary Road) (2008 )
* Slumdog Millionaire (2008 )

Melhor Filme – Comédia ou Musical:
* Queime Depois de Ler (2008 )
* Simplesmente Feliz (2008 )
* In Bruges (2008 )
* Mamma Mia! (2008 )
* Vicky Christina Barcelona (2008 )

Melhor Ator – Drama:
* Leonardo DiCaprio, por Apenas um Sonho (2008 )
* Frank Langella, por Frost/Nixon (2008 )
* Sean Penn, por Milk (2008 )
* Brad Pitt, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Mickey Rorke, por The Wrestler (2008 )

Melhor Atriz – Drama:
* Anne Hathaway, por O Casamento de Rachel (2008 )
* Angelina Jolie, por A Troca (2008 )
* Meryl Streep, por Doubt (2008 )
* Kristin Scott Thomas, por Il y a longtemps que je t’aime (2008 )
* Kate Winslet, por Apenas um Sonho (2008 )

Melhor Ator - Comédia ou Musical:
* Javier Bardem, por Vicky Christina Barcelona  (2008 )
* Colin Farrell, por In Bruges  (2008 )
* James Franco, por Pineapple Express  (2008 )
* Brendan Glesson, por In Bruges  (2008 )
* Dustin Hoffman, por Last Chance Harvey  (2008 )

Melhor Atriz – Comédia ou Musical:
* Rebecca Hall, por Vicky Christina Barcelona (2008 )
* Sally Hawkins, por Simplesmente Feliz (2008 )
* Frances McDormand, por Queime Depois de Ler (2008 )
* Meryl Streep, por Mamma Mia! (2008 )
* Emma Thompson, por Last Chance Harvey (2008 )

Melhor Ator Coadjuvante:
* Tom Cruise, por Trovão Tropical (2008 )
* Robert Downey Jr., por Trovão Tropical (2008 )
* Ralph Fiennes, por A Duquesa (2008 )
* Philip Seymour Hoffman, por Doubt (2008 )
* Heath Ledger por, Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008 )

Melhor Atriz Coadjuvante:
* Amy Adams, por Doubt (2008 )
* Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona (2008 )
* Viola Davis, por Doubt (2008 )
* Marisa Tomei, por The Wrestler (2008 )
* Kate Winslet, por The Reader (2008 )

Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Slumdog Millionaire (2008 )
* Stephen Daldry, por The Reader (2008 )
* David Fincher, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* Ron Howard, por Frost/Nixon (2008 )
* Sam Mendes, por Apenas um Sonho (2008 )

Melhor Roteiro:
* Eric Roth e Robin Swicord, por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 )
* John Patrick Shanley, por Doubt (2008 )
* Peter Morgan, por Frost/Nixon (2008 )
* David Hare, por The Reader (2008 )
* Simon Beaufoy, por Slumdog Millionaire (2008 )

Melhor Canção:
* “Down to Earth”, de Wall-E (2008 )
* “Gran Torino”, de Gran Torino (2008 )
* “I Thought I Lost You” , de Bolt (2008 )
* “Once in a Lifetime”, de Cadillac Records (2008 )
* “The Wrestler”, de The Wrestler (2008 )

Melhor Trilha Sonora:
* A Troca (2008 ): Clint Eastwood
* O Curioso Caso de Benjamin Button (2008 ): Alexandre Desplat
* Defiance (2008 ): James Newton Howard
* Frost/Nixon (2008 ): Hans Zimmer
* Slumdog Millionaire (2008 ): A.R. Rahman

Melhor Filme de Animação:
* Bolt (2008 )
* Kung Fu Panda (2008 )
* WALL-E (2008 )

Melhor Filme Estrangeiro:
* The Baader Meinhof Complex
* Everlasting Moments
* Gomorra
* I’ve Loved You So Long
* Waltz With Bashir

Melhor Série de TV – Drama:
* Dexter (2006)
* House (2004)
* In Treatment (2008 )
* Mad Men (2007)
* True Blood (2007)

Melhor Série de TV – Musical ou Comédia:
* 30 Rock (2006)
* Californication (2007)
* Entourage (2004)
* The Office (2005)
* Weeds (2005)

Melhor Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Bernard and Doris (2007)
* Cranford (2007)
* John Adams (2008 )
* A Raisin in The Sun (2008 ) (TV)
* Recount (2008 ) (TV)

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Ralph Fiennes, por Bernard and Doris (2007)
* Paul Giamatti, por John Adams (2008 )
* Kevin Spacey, por Recount (2008 ) (TV)
* Kiefer Sutherland, por 24: Redemption (2008 ) (TV)
* Tom Wilkinson, por Recount (2008 ) (TV)

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Judi Dench, por Cranford (2007)
* Catherine Keener, por An American Crime (2007)
* Laura Linney, por John Adams (2008 )
* Shirley MacLaine, por Coco Chanel (2008 ) (TV)
* Susan Sarandon, por Bernard and Doris (2007)

Melhor Ator em Série – Musical ou Comédia:
* Alec Baldwin, por 30 Rock (2006)
* Steve Carell, por The Office (2005)
* Kevin Connolly, por Entourage (2004)
* David Duchovny, por Californication (2007)
* Tony Shalhoub, por Monk (2002)

Melhor Atriz em Série – Musical ou Comédia:
* Christina Applegate, por Samatha Who? (2007)
* America Ferrera, por Ugly Betty (2006)
* Tina Fey, por 30 Rock (2006)
* Debra Messing, por The Starter Wife (2008 )
* Mary-Louise Parker, por Weeds (2005)

Melhor Ator em Série - Drama:
* Gabriel Byrne, por In Treatment (2008 )
* Michael C. Hall, por Dexter (2006)
* Jon Hamm, por Mad Men (2007)
* Hugh Laurie, por House M.D. (2004)
* Jonathan Rhys Meyers, por The Tudors (2007)

Melhor Atriz em Série - Drama:
* Sally Field, por Brothers & Sisters (2006)
* Mariska Hargitay, por Law & Order: Special Victims Unit (1999)
* January Jones, por Mad Men (2007)
* Anna Paquin, por True Blood (2007)
* Kyra Sedgwick, por The Closer (2005)

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Neil Patrick Harris, por How I Met Your Mother (2005)
* Denis Leary, por Recount (2008 ) (TV)
* Jeremy Piven, por Entourage (2004)
* Blair Underwood, por In Treatment (2008 )
* Tom Wilkinson, por John Adams (2008 )

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a TV:
* Eileen Atkins, por Cranford (2007)
* Laura Dern, por Recount (2008 ) (TV)
* Melissa George, por In Treatment (2008 )
* Rachel Griffiths, por Brothers & Sisters (2006)
* Dianne Wiest, por In Treatment (2008 )

Fontes:
Cinema & DVD – Terra
IMDb – Road to the Globes 2009

Mamma Mia!: musical, ABBA e Meryl Streep…

•Dezembro 7, 2008 • 3 Comentários

Mamma Mia! Até quem não gosta de musical é capaz de adorar este filme! O motivo principal, claro, tem um nome, e não é qualquer um, é O nome: MERYL STREEP, a maior e melhor atriz do cinema mundial atual (uma parcialidade digna de fã, eu sei). O segundo motivo especial, certamente deve-se aos momentos nostálgicos (para todos os públicos, indiferente da idade ou gosto) provocados por “The Winner Takes it All” e ”Dancing Queen”, algumas das  ’músicas chiclete’ do grupo ABBA, inspirador total desta adaptação cinematográfica da peça britânica de Catherine Johnson, que é sucesso na Europa.

Não que o filme não tenha outros atrativos, obviamente as interpretações hilárias da brilhante atriz britânica Julie Walters (a mesma de “Garotas do Calendário”, filme delicioso), e da também engraçadíssima Christine Baranski (da refilmagem de “Gaiola das Loucas” e “Segundas Intenções”) deram um toque a mais ao trio feminino veterano “Donna and the Dynamos”. O trio masculino do filme com Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård igualmente não deixou a desejar, já que ver três atores estereotipados como galãs do tipo sérios, atuarem com tanto bom humor e desprendimento cênico, personagens simples e clichês, foi realmente um achado.

Tanya, Donna e Rosie

The Dynamos: Tanya, Donna e Rosie

Uma das gratas surpresas vistas neste musical foi a interpretação da iniciante Amanda Seyfried, a Sophie, filha de Donna (Streep) e personagem principal da história, a qual gira em torno do seu prematuro casamento com o namorado Sky (o até então desconhecido ator Dominic Cooper). Entre as situações inusitadas no filme, desde o momento em que Sophie lê o diário da mãe, convida os supostos pais para seu casamento, até as ocasiões em que ela tenta lidar com o dilema de descobrir quem é realmente seu genitor, Amanda consegue apresentar com clareza e profundidade os variados tipos de emoções para cada cena, claro que tudo aliado à poderosa voz ouvida nas canções dialogadas no filme, voz esta pertencente mesmo à atriz, que tem também em sua formação artística, o canto e a dança. 

Aliás, em questão de opinião um dos melhores takes do filme são as cenas em seqüência, em que mãe e filha, horas antes do casamento, dividem momentos de intimidade e carinho, valorizando não só o potencial interpretativo das atrizes, mas também mostrando com simplicidade o relacionamento – geralmente estereotipado como controverso em nossas novelas – entre duas representações da família em nossa sociedade.  Nossa, fui a fundo no pensamento pseudosociológico, né?! Mas sou capaz de apostar que muitas mães e filhas vêem esta cena com os mesmos olhos que eu. Amanda Seyfried vem desta nova safra de jovens atrizes do cinema hollywoodiano, e até onde eu tenha conhecimento, seu filme de maior destaque foi exatamente em uma produção de bastande sucesso estrelada pela também jovem, mas muiiiito problemática atriz, Lindsay Lohan, no filme “Meninas Malvadas”.

Donna e Sophie

Momento mãe e filha: Donna e Sophie

No longa, Amanda interpreta a amiga loira-burra da personagem de Lohan, do grupo das populares da escola chamado “The Plastics” (“As Plastificadas”), uma clara crítica ao modelo americano escolar e seus grupos de excludentes e excluídos, no caso, populares e nerds. Uma personagem engraçada, mas que facilmente podia ser descartada da história, e no entanto depois de ver Mamma Mia!, cheguei a conclusão que foi um completo desperdício do talento da atriz, escondido (intencionalmente ou não) por trás do protagonismo de Lindsay Lohan e Rachel McAdams, a Regina George, outra ótima revelação vinda desta produção (antes disso, McAdams havia se lançado para o mercado na comédia ”Menina Veneno”). Mamma Mia! lançou Amanda Seyfried para o estrelato, agora depende só dela virar uma estrela, seja ela marcada nas calçadas de Los Angeles, seja cadente nos céus de Hollywood.

Amanda Seyfried (à direita) com as colegas de elenco Lacey Chabert, Rachel McAdams e Linsay Lohan

Amanda Seyfried (à direita) com as colegas de elenco Lacey Chabert, Rachel McAdams e Lindsay Lohan

Agora o que realmente me inspira a falar sobre este filme, da diretora Phyllida Lloyd, é a  presença sempre marcante de Meryl Streep, motivo suficiente pra fazer valer o ingresso. Intérprete em filmes como ”Kramer vs. Kramer”, “A Escolha de Sofia” , “Entre Dois Amores”, “As Pontes de Madison”, “Adaptação” e “Diabo Veste Prada” (pra citar alguns), ela sempre mostra uma versatilidade digna de uma ’camaleoa’ do cinema, já que as mudanças e diferenças de cada personagem mostram quase que uma perfeição técnica no quesito interpretação. Dificilmente você vai se lembrar de um papel feito por Streep que seja parecido com qualquer outro anterior.

Meryl Streep, como Donna

Maravilhosa: Meryl Streep, como Donna

O mesmo acontece com Donna, personagem-chave de Mamma Mia!.  No auge de seus 59 anos, Meryl Streep pula, dança, canta (e canta bem!), ri e chora, tudo isto apresentando uma forma física de dar inveja à muita guria de 20 e poucos anos (como eu, por exemplo!). Sua jovialidade, como mãe de uma garota de 20 anos, é incrível. Aliás, as três veterenas do filme – todas com quase 60  – são a melhor representação da vida, do vigor e da juventude neste longa. Julie Walters então está impagável como a debochada e fogosa Rosie, responsável por boa parte do humor da história. Christine Baranski também com sua parcela de culpa, acrescenta demais com a perua e devoradora de casamentos/divórcios, Tanya. O sempre ocupado Sam, o aventureiro  Bill e o confuso  Harry, respectivamente o irlandês Pierce Brosnan, o sueco Stellan Skarsgård e o britânico Colin Firth complementam o  elenco internacional de estrelas, que liderado por Streep, carregam o filme nas costas.

Quem é o pai?

Bill, Sam ou Harry: Quem é o pai?

Considerada pelos críticos atuais como a melhor atriz viva de todos os tempos, 14 vezes indicada ao Oscar e ganhadora de 2, Meryl Streep continua soberana na arte de atuar. Até porque ser “odiada” por Katharine Hepburn e adorada por Bette Davis – simplesmente duas das melhores atrizes que já existiram – não é pra qualquer uma, né. Talvez não fosse por sua presença em Mamma Mia!, o filme cairia completamente nos ‘velhos novos’ moldes feitos atualmente com os musicais, que literalmente não chegam aos pés da magia e do encantamento de produções como “My Fair Lady”, “Amor Sublime Amor”, “Cantando na Chuva” e “Noviça Rebelde”. Pecam pelo exagero, pelos fracos diálogos e pela falta de criatividade.

Meryl Streep

A melhor: alguém duvida?

Mamma Mia! é divertido, com ótimas atuações, e de quebra traz o ABBA de novo à cena musical. Com uma aceitação extraodinária, o longa arrecadou mais de 559 milhões de dólares em todo o mundo. O estúdio responsável, Universal Pictures, o elenco e a direção estão conversando sobre a possibilidade de uma seqüência.  Se esta é uma idéia inteligente, não sei se acredito, mas ver  novamente Meryl Streep cantando e dançando na telona, realmente merece bis… :)

FICHA TÉCNICA
Mamma Mia! – The Movie

Diretor(a): Phyllida Lloyd
Roteirista: Catherine Johnson (autora da peça)
Elenco principal: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Julie Walters, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Christine Baranski e Dominic Cooper.
Distribuição/Estúdio: Universal Pictures

* Saiba mais sobre Mamma Mia! no site IMDB e no site oficial do filme.

O Coringa na manga…

•Setembro 22, 2008 • 4 Comentários

Definitivamente agosto é o mês do cachorro louco… O blogzinho já estava ficando enferrujado de tanto tempo inativo. Mas enfim, setembro tá aí pra me redimir e compensar…

*** 

Sem mais delongas, vamos ao tão esperado post do ano de 2008. Claro, mais esperado por mim, já que eu não via a hora de arranjar um tempinho para escrevê-lo. Obviamente a cinéfila aqui não podia ficar sem falar sobre  “The Dark Knight – O Cavaleiro das Trevas”, o filme mais aguardado e, hoje, endinheirado dos últimos tempos. Em um time de pesos pesadíssimos como Morgan Freeman, Michael Cane e Gary Oldman, o principal nome que carregava toda esta espectativa o mundo inteiro já conhecia: Heath Ledger. 

Muito disso se dá pelo fato de ter sido sua penúltima performance nos cinemas antes de sua fatídica morte em janeiro deste ano. Pode até se dizer que boa parte do filme se vendeu basicamente por uma mórbida propaganda em torno da participação do finado ator. Mas na verdade, todo o frenesi causado pela mídia e pelos próprios espectadores sobre esta nova história do Batman, se justifica justamente pelo talento incontestável e cada vez mais impressionante de Heath Ledger.

Sua atuação como o vilão Coringa, nesta seqüência da adaptação do HQ feita pelo engenhoso diretor Chris Nolan, dá uma personalidade renovada a um dos personagens mais interessantes dos quadrinhos e do cinema, já vivido nove anos atrás, pelo titã Jack Nicholson. E mais, sua atuação supera em muitos aspectos a performance de Nicholson, não só pela qualidade da recriação do personagem, mas também por seu grau de dificuldade de interpretação. Seu empenho e esmero ao encarnar os trejeitos, o olhar, a atitude de um vilão malignamente inteligente e ao mesmo tempo mentalmente perturbado como o “The Joker” fizeram toda a diferença na composição do enredo, onde o Batman, interpretado pelo competente ator Christian Bale, se mostra um herói sombrio e imperfeito. 

Notícias circuladas por todos os cantos da internet, publicaram que Heath não só interpretou o Coringa, como realmente encarnou o personagem durante todos os meses enquanto o longa era filmado. Segundo os rumores, Heath Ledger queria vivenciar o personagem, saber como o Coringa pensava, falava e agia, o que certamente preocupou seus colegas de elenco, que temiam que o tom depressivo do personagem pudesse estar prejudicando a sanidade do ator. Verdade ou boato, difícil saber, mas dadas as devidas proporções conceituais e diferenças quanto ao estilo do filme de 1989 de Tim Burton e o de 2008 de Chris Nolan, e também à caracterização de ambos Coringas, o de Heath Ledger é o que certamente ficará guardado na memória dos espectadores e registrado na história cinematográfica de Hollywood. Sem dúvida, vale Oscar. Ou pelo menos indicação.

Christian Bale aliás, competente como já dito, reafirmou seu papel como o melhor Batman já visto nas grandes telonas. Não só pela sua convincente interpretação como o complexado Bruce Wayne, mas pela sua personificação do herói-morcegão como um todo. Quem hoje em dia não pensa em Christian Bale quando se trata de Batman? Não querendo desmerecer o trabalho de Michael Keaton, Val Kilmer (pra citar os melhores) e outros que já vestiram a roupa negra apertada do personagem, mas Bale conseguiu dar ao Batman a cara que todos queriam ver, e principalmente a cara que o Batman precisava ter. Um herói humano, com falhas e dúvidas. Muitas vezes egocêntrico, outras vezes ingênuo, e até mesmo egoísta. Difícil ver a palavra “egoísta” associada a um herói, mas aí é que está o segredo do sucesso desta nova concepção do personagem. Que ser humano nesse mundo não iria escolher salvar a pessoa que ama ou invés de uma outra pessoa que também é boa e que também não merece morrer?! Infelizmente o mundo não existe sem culpas e arrependimentos. E por ser assim tão normal que o Batman paga o preço pelos seus pecados. E por ser assim tão bom, que Christian Bale se obrigará a repetir a dose pelo menos mais uma vez.

Não podia deixar de mencionar a grata participação de Aaron Eckhart como o Duas Caras, o mocinho-que-desiludido-virou-vilão. Impossível dizer que foi uma supresa, já que sua capacidade e talento como ator não são desconhecidos de ninguém. Sua interpretação tanto do lado bom e honesto de Harvey Dent (que às vezes beirava ao exagero), como do lado desolado e vingativo, tudo isso aliado à perfeição dos efeitos especiais, compuseram um Duas Caras realmente assustador. E não só assustador pela trágica destruição do seu rosto, mas principalmente pela forma como ele se transforma em um ser repleto de rancor e ódio, capaz de cegar perante à inocência de uma criança indefesa. Aaron Eckart soube cumprir muito bem seu papel. Agora só resta saber se o seu personagem poderá ressurgir das cinzas em uma possível continuação. Infelizmente, parece ser pouco provável.

“The Dark Night – O Cavaleiro das Trevas” decididamente é a obra que consagrou o talento de Christopher Nolan. Não só pôs à prova a competência do novo diretor na difícil tarefa de superar seu aclamado primeiro Batman (coisa que pouquíssimos diretores conseguiram fazer neste mais de um século de cinema, quando se trata de seqüencias), mas essencialmente, mostrou uma grande habilidade em recriar personagens de forma convincente, ao mesmo tempo real e fantástica. Os efeitos especiais e as interpretações impressionaram, tanto quanto o enredo envolvente e instigante de uma adaptação, quem diria, de uma célebre história em quadrinhos. Alguém tem alguma dúvida que Chris Nolan ainda vai dar o que falar?!

Em números, O Cavaleiro das Trevas já se tornou o segundo filme da história de Hollywood a ultrapassar a marca dos U$$ 500 milhões arrecadados. A produção da Warner Bros já ocupa o posto de segundo longa-metragem mais lucrativo da história dos Estados Unidos, perdendo apenas para o biga-mega-master “Titanic”, com seus U$$ 600 milhões. Sem contar que é o filme mais rentável que a Warner já produziu, superando a marca que pertencia ao “Matrix Reloaded”. No mundo inteiro, a seqüência de “Batman Begins” arrecadou ‘modestíssimos’ U$$ 919, 1 milhões, valor este contabilizado até o início de setembro.

Ficha técnica
“Batman – O Cavaleiro das Trevas” (“The Dark Knight”)
Diretor: Christopher Nolan
Roteiristas: Jonathan Nolan e Christopher Nolan
Elenco principal: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Michael Cane e Morgan Freeman (com pequena participação de Cillian Murphy, vilão Espantalho do primeiro filme).
Distribuição/Estúdio: Warner Bros.
* Adaptação dos personagens criados por Bob Kane.

“20 de setembro: o precursor da liberdade”

•Setembro 21, 2008 • 1 Comentário

* Uma homenagem ao meu Rio Grande do Sul. Orgulho de ser GAÚCHA!!! * 

Querência Amada
Teixeirinha
Composição: Teixeirinha

Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Na província de São Pedro
Padroeiro da querência

Oh! meu Rio Grande
De encantos mil
Disposto a tudo
Pelo Brasil
Querência amada dos parrerais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais

Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande

Te quero tanto
Torrão gaúcho
Morrer por ti me dou o luxo
Querência amada
Planície e serra
Dos braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra

Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de farrapo

Deus é gaúcho
De espora e mango
Foi maragato ou foi chimango
Querência amada
Meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil

…Porque o amor também é arte (parte final)

•Junho 30, 2008 • 24 Comentários

Finalizando não só os 20 casais mais inesquecíveis da telona, como também o mês dos namorados, abaixo os cinco últimos que não podiam faltar na lista…

Um Lugar Chamado Notting Hill, de Roger Michell

- “Um lugar chamado Notting Hill” (“Notting Hill” – 1999). Uma das comédias românticas mais queridas dos últimos tempos. O filme conta uma história de cinderela às avessas, no caso o dono de uma livraria britânica William Thacker (Hugh Grant) no papel do mocinho ‘plebeu’, ingênuo e indefeso, que se apaixona pela ‘princesa’ mundialmente conhecida atriz de cinema americana Anna Scott (Julia Roberts). Os dois vivem uma tumultuada e engraçada história de amor repleta de idas e vindas, mas como esperado em todo conto de fadas, termina com o casal feliz para sempre, até que o divórcio e o acordo pré-nupcial os separe. Afinal, é um conto de fadas moderno, né gente!!!

Moulin Rouge - Amor em vermelho, de Baz Luhrmann

- “Moulin Rouge - Amor em vermelho” (“Moulin Rouge!” – 2001). Mais uma obra-prima de Baz Luhrmann. O premiado musical romântico que conta a linda e, como de costume, trágica história do casal proibidamente apaixonado Satine (Nicole Kidman) e Christian (Ewan McGregor). Christian é um jovem escritor poeta que conhece Satine, a principal cortesã de um badalado cabaret de Paris. Eles apaixonam-se perdidamente, e mesmo prometida a um inescrupuloso duque e condenada a um destino fatal, Satine e seu amado lutam com todas as forças para ficarem juntos. Não há quem não adore e deteste ao mesmo tempo o final deste filme.

Um Amor para Recordar, de Adam Shankman

- “Um Amor para Recordar” (“A Walk to Remember” – 2002). “O amor é como o vento, não posso ver, mas posso sentir”. Esta é uma das muitas frases e lições de amor tiradas deste belo filme, um dos mais lembrados e aclamados do gênero pelo público. “Um Amor para Recordar” conta a história de um jovem casal, o popular Landon Carter (Shane West) e a tímida e misteriosa Jamie Sullivan (Mandy Moore), que depois de muito resistirem um ao outro, acabam se apaixonando e enfrentam o preconceito e a indiferença típicos do ambiente escolar. Mesmo com o agravamento de uma doença de Jamie, até então escondida, e posteriormente o seu iminente fim, o romance mostra a importância do verdadeiro amor e do destino, que por um breve período uniu o casal e transformou para sempre suas vidas.

Diário de uma Paixão, de Nick Cassavetes

- “Diário de uma Paixão” (“The Notebook” – 2004). Baseado no best-seller de mesmo nome do autor Nicholas Sparks (que também escreveu o romance “Um Amor para Recordar”), ”Diário de uma Paixão” narra a história de perseverança e amor incondicional de Noah Calhoun (Ryan Gosling/James Garner) que ao contar a história dele com Allie Hamilton (Rachel McAdams/Gena Rowlands) através de um diário, busca lembrá-la todos os dias do amor que eles sentiram e viveram juntos durante todos os anos até o dia presente da história. Allie tem a doença de Alzheimer. A narrativa do filme tem passagens de tempo, mostrando o passado – com o início do romance na juventude, as dificuldades e barreiras –  e o presente dos personagens, vivendo em uma casa de repouso. Realmente, um filme que faz a gente pensar na vida…

Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes

- “Lisbela e o Prisioneiro” (2003). E pra fechar a lista com chave de ouro, nada melhor do que um conto de fadas tipicamente brasileiro. O filme “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, conta a história do simpático casal Leléu (Selton Mello) e Lisbela (Débora Falabella). Leléu é um conquistador, malandro e aventureiro que por fim cai de amores pela doce mocinha sonhadora Lisbela, que imagina sua história de amor como nos filmes americanos, e vê Leléu como o herói de cinema que veio salvá-la de uma vida chata e infeliz ao lado de um noivo arranjado por seu severo pai. Os personagens vivem as mais diversas e inusitadas situações, enfrentam as pressões da família da mocinha, os percalços com os antigos casos de Leleú e suas próprias dúvidas quanto a intensidade de seu amor. Uma história bem-humorada, simples e encantadora, e um casal bem do jeitinho brazuca de ser.

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…Porque o amor também é arte (parte 3)

•Junho 26, 2008 • 8 Comentários

(Continuação)

No mês dos namorados, os 20 casais mais inesquecíveis da telona…

A Dama e o Vagabundo, de Clyde Geronimi e Wilfred Jackson

- “A Dama e o Vagabundo” (“Lady and the Tramp” – 1955). Um clássico entre os filmes de desenho. Uma das melhores animações da Disney em termos de sutileza, emoção e enredo. O filme é baseado em um conto de Ward Greene, que narra o romance entre a cachorrinha de classe Dama e o adorável cachorro de rua Vagabundo, que para viverem sua história têm de lidar com as dificuldades de suas diferentes realidades. Narrativa complexa para um filme de criança, não?! hehe!   

A Bela e a Fera, de Gary Trousdale e Kirk Wise

- “A Bela e a Fera” (“Beauty and the Beast” – 1991). Impossível não citar outra linda obra de animação da Disney, o incrível conto de fadas de amor de Belle e Adam o príncipe transformado em Fera, o qual mostra o valor do amor verdadeiro e da importância da beleza interior, relegando a superficialidade da aparência. Claro que o poder de “cura” da paixão e tudo mais que se pôde aprender como moral da história, quebrou o feitiço da fera, transformando-o novamente em humano e assim eles viveram felizes para sempre e tal. Eu sinceramente gostava mais da história como era no princípio, já que a moral mesmo era falar sobre a beleza que vem de dentro, e não o príncipe que tá por fora… Mas quem sou eu pra contestar? :P

Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann

- “Romeu + Julieta” (“Romeo + Giulietta” – 1996). Adaptação super moderna da conhecida história de amor mais bonita e trágica da dramaturgia mundial. O casal nome do filme, interpretado por Leonardo Di Caprio e Claire Danes, vivem um amor proibido e fatal, como todos já sabem. O filme trata do tema com ricos detalhes cenográficos, atualizando o enredo, porém sem mexer na estrutura do texto original. Isso tudo sem contar a magia lírica própria do diretor Baz Luhrmann de fazer filmes. É impressionante como Shakespeare não sai de moda, né!

Cidade dos Anjos, de Brad Silberling

- “Cidade dos Anjos” (“City of Angels” – 1998).  É o tipo de filme que eu classifico como “machuca muito, mas não dói tanto”. Explicação: por mais que você chore e não aceite o final, você adora e assiste todas às vezes que passa na TV (tô mentindo?! hehe!). A história do anjo Seth (Nicolas Cage), que decide abrir mão de sua divindade para viver o amor que sente pela Dra. Maggie Rice (Meg Ryan), é uma das mais bonitas e tocantes do final da década de 90. Seu final triste e aparentemente injusto nos faz refletir sobre muitas questões da vida, da morte, da eternidade, além de nos motivar a dar mais valor ao que ainda temos de mais precioso na vida: as pessoas que amamos.

Titanic, de James Cameron

- “Titanic” (1997). Pra fechar o post com chave de ouro, um dos três filmes mais oscarizados de todos os tempos, que até o dia de hoje obtém a maior bilheteria do cinema mundial e provavelmente o mais visto e lembrado do planeta. Quem não viu pelo menos duas vezes esse filme na vida, ser humano normal não pode ser. Só no cinema eu vi 5 vezes, tamanho o fanatismo da pessoa, hehe! Grandiosidade não falta nesta história romântica encenada no verídico naufrágio mais trágico e famoso já conhecido. Ali nasceu e se eternizou o amor de Jack Dawson (Leonardo Di Caprio – olha ele de novo na lista) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet), narrado em meio ao triste evento que culminou na morte de 1500 pessoas, dentre essas incluindo o próprio Jack (coitado!). O sucesso do filme não está só na sua magnificência de efeitos e técnicas, mas na credibilidade de um roteiro convincente, numa direção impactante e atuações comoventes. Ah, é impossível não ver de novo…rsss!!!

(Últimos cinco filmes na continuação…Inté!)

…Porque o amor também é arte (parte 2)

•Junho 20, 2008 • 4 Comentários

(Continuação)

Os 20 casais mais inesquecíveis da telona…

Amor Sublime Amor, de Jerome Robbins e Robert Wise

- “Amor Sublime Amor” (“West Side Story” – 1961).  Adaptação “moderna” em forma de musical da história de Romeu e Julieta, só que dessa vez com o casal principal dançante Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer), personagens que fazem parte de famílias rivais gânsters de Nova Iorque, os Jets e os Skarks. O inevitável final trágico dessa história deu ao filme 10 oscars de aprovação e sucesso. Até porque, deu pra ver que em Hollywood, final feliz não dá tanto dinheiro assim, né!

Uma Linda Mulher, de Garry Marshall

- “Uma linda mulher” (“Pretty Woman” – 1990). Um clássico inovador dos filmes românticos. A improvável história da adorável prostituta Vivian Ward (Julia Roberts) e o entediado empresário ricaço Edward Lewis (Richard Gere) que ao se apaixonarem perdidamente, têm que lidar com o preconceito do mundo que os cerca e com os seus próprios julgamentos de valores. Destinados a ficarem separados, o amor e a vontade do público prevaleceu no fim. 

Ghost - Do Outro Lado da Vida, de Jerry Zucker

-”Ghost – Do Outro Lado da Vida” (“Ghost” – 1990). A mais conhecida história de amor além da vida dos cinemas. A tragédia neste caso, acontece no início do filme quando Sam Wheat (Patrick Swayze) é assassinado a mando de seu melhor amigo, deixando sua amada Molly Jensen (Demi Moore) desamparada, contudo, nunca sozinha. Infelizmente, por razões óbvias, o “juntos felizes para sempre” não pôde acontecer no final do filme, mas com certeza não há quem não se comova com o último e eterno beijo de despedida do casal.

Além da Eternidade, de Steven Spielberg

- “Além da eternidade” (“Always” – 1989). Outra grande história de amor que vai além do que conhecemos. Um dos últimos belos filmes feitos por Steven Spielberg, retrata a relação do casal Pete Sandic (Richard Dreyfuss) e Dorinda Durston (Holly Hunter) que é separado por um acidente que custou a vida de Pete. Como última missão na Terra, ele deve ajudar o rapaz Ted Baker (Brad Johnson) a substituí-lo no seu arriscado trabalho e aceitar a difícil tarefa de vê-lo ser o novo companheiro da mulher da sua vida. Afinal, amar é deixar que a pessoa amada seja feliz, mesmo que não seja com você. Triste, mas é bom!!!

Amor Além da Vida, de Vincent Ward

- “Amor além da vida” (“What Dreams May Come” – 1998). Diferente dos outros filmes do gênero, este belo filme fala de uma difícil história de amor após a morte. Com o insustentável sofrimento da perda dos filhos e do marido anos mais tarde, Annie Collins-Nielsen (Annabella Sciorra) suicida-se. Ao saber da morte da mulher, Chris Nielsen (Robin Williams) busca de todas as formas encontrá-la, já que por ter tirado a própria vida, ela se encontra em um outro lugar diferente do Paraíso em que ele e seus filhos estão. O final do filme enaltece a perseverança de Chris e mostra que não há barreiras quando o amor é mais forte do que a vida. Os efeitos especiais e a direção de arte também fizeram valer o ingresso.

(Continua…)

…Porque o amor também é arte!

•Junho 16, 2008 • Deixe um comentário

Para celebrar o dia dos namorados, no último dia 12, eu pensei… Nada melhor do que relembrar os maiores, mais apaixonados e inesquecíveis casais que tivemos na telona, na minha humilde opinião, é claro (rss!). Ao analisar os 20 casais que escolhi para citar por aqui, percebi que a maioria – pra não dizer praticamente TODOS – não tiveram, o que se considera de fato, um final feliz. Separações, amores impossíveis e mortes são alguns dos acontecimentos que finalizam muitas das histórias, o que controversamente aumenta o interesse geral e cativa ainda mais as pessoas que as assistem. No entanto, o que importa destacar é que estes filmes clássicos com lindos casos de amor, indiscutivelmente mexeram com os corações dos espectadores e marcaram para sempre não só o cinema mundial, mas principalmente gerações de uma época que até hoje não acabou.

Pra não ficar cansativo e extenso demais, iniciarei com os primeiros 5 filmes mais memoráveis em termos de história e protagonistas. Darei continuidade aos demais no decorrer dos dias…

Ah… E viva o amor, né!!! :)

Casablanca, de Michael Curtis

- “Casablanca” (1942). Considerado o maior filme de amor de todos os tempos. O casal Rick Blaine (Humphrey Bogart) e Ilsa Lund (Ingrid Bergman) terminam a difícil história de amor separados. A cena derradeira da despedida dos apaixonados é um ícone mundial do cinema, afinal até hoje não há quem não sucumba aos esperançosos dizeres ”We’ll have Paris.”

E o Vento Levou, de Victor Fleming

- “E o Vento Levou” (“Gone with the Wind” – 1939). Um dos primeiros filmes de amor mais premiados do cinema (se não for o primeiro) com 8 oscars. A história do intempestivo casal Rhett Butler (Clark Gable) e Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) acaba com a protagonista descobrindo-se tardiamente apaixonada pelo marido, que acabou por abandoná-la já que não conseguiu mais resistir à constante indiferença da amada. Péssimo senso de timing, né Scarlett!

A Princesa e o Plebeu, de William Wyler

- “A Princesa e o Plebeu” (“Roman Holiday” – 1953). O legítimo conto de fadas cinematográfico. Por razões óbvias e ao tempo tristes de aceitar, o amor impossível entre a Princesa Ann (Audrey Hepburn) e o jornalista Joe Bradley (Gregory Peck) não se concretiza com o final feliz que torcemos. A princesa prosseguiu princesa, e o jornalista, coitado, continuou pobre. (rss!)

Love Story, de Arthur Hiller

- “Love Story” (1970). Claramente inspirado na história de Romeu e Julieta, mais contemporâneos, porém não-suicidas, Love Story é um dos mais inesquecíveis dramas de amor do século XX. O relacionamento proibido  – pelos pais ricos do rapaz – do casal Jennifer Cavalleri (Ali MacGraw) e Oliver Barrett IV (Ryan O’Neal) tem seu fim terreno com a devastadora morte da mocinha, abatida por uma cruel doença. Mas o filme não deixa de ser bonito mesmo assim, né gente!

Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas, de Arthur Penn

- “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (“Bonnie and Clyde” – 1967). Filme que revelou a verdadeira conotação da expressão ‘amor bandido’. Baseado na história real do casal protagonista, Bonnie Parker (Faye Dunaway) e Clyde Barrow (Warren Beatty), é considerado um feito revolucionário no modo de fazer cinema, especialmente quando se trata de uma história de amor como pano de fundo em um filme de ação e de certa violência. A cena final, com a morte do casal, tornou o filme célebre. Afinal o amor é assim, na saúde, na doença, na riqueza e nos crimes, até que a morte os separe.

(Continua…)