Pois é, aqui estou eu, meses e meses depois pra terminar o que eu não tinha acabado ainda… Até porque antes tarde do que nunca. Tentarei da próxima vez não me ausentar por tanto tempo, afinal de contas, escrever aqui faz mais bem pra mim do que pra qualquer outra pessoa…claro!
Após o anúncio dos vencedores do Globo de Ouro e dos indicados ao Oscar, ainda em janeiro deste ano, posto aqui a lista dos grandes vencedores do Oscar 2009, a 81ª edição da cerimônia. Nenhuma grande surpresa hoje pra mim, já que vi a maioria dos filmes indicados e realmente, cada vencedor teve seu mérito. ” Quem Quer Ser um Milionário?” foi o grande vencedor, com 8 oscars dos 10 em que havia sido indicado. “O Curioso Caso de Benjamin Button” das 13 indicações, levou apenas 3 oscars, seguido dele “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Milk – A Voz da Igualdade” levaram 2 oscars cada, sendo o último filme com dois dos prêmios mais importantes da noite de 22 de fevereiro.
E o Oscar foi para:
Melhor filme:
* Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Cena final do filme Quem Quer Ser um Milionário?
Justíssimo. O filme trata com delicadeza a realidade de um país muito falado, mas até então pouco conhecido do público mundial. A Índia que neste ano de 2009 virou febre com novelas, filmes, músicas, danças e moda é retratada de forma simples, com personagens densos, enredo muito bem entrelaçado com cenas em flashback e ritmo que deixa a gente literalmente preso à tela. ADOREI!
Melhor Diretor:
* Danny Boyle, por Quem Quer Ser um Milionário?

Ascensão: Danny Boyle
O diretor do melhor filme do ano só podia ser o melhor diretor do ano, claro! Danny Boyle, conhecido em filmes como “A Praia” (isso, aquele com o Leonardo DiCaprio), “Extermínio” (aquele da zumbizada que adora sangue) e “Sunshine – Alerta Solar” (filme doido), já dava sinais de que sabia o que estava fazendo em 1996, com o ótimo “Trainspotting – Sem Limites”, filme que revolucionou uma geração de longas independentes. Com “Quem quer ser um milionário?”, Boyle carimbou de vez seu passaporte como um dos grandes novos-velhos nomes de Hollywood, e promessa de bons filmes pela frente.
Melhor Ator:
* Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade

Reafirmação: Sean Penn
Não foi desta vez que Brad Pitt convenceu os grandões da Academia. Sean Penn, e seu já reconhecido talento, garatiu seu segundo Oscar com uma interpretação credibilíssima em uma cinebiografia do primeiro político homossexual norte-americano. Penn desevolveu as características e feições de um personagem real, sem forçar demais nem de menos, simplesmente na dose certa.
Melhor Atriz:
* Kate Winslet, por O Leitor

Já era hora: Kate Winslet e a estatueta
Finalmenteeeee a Academia resolveu entregar o Oscar para a Kate Winslet. Não é de hoje que ela vem merecendo. Aliás, foi necessário a mulher fazer dois ótimos filmes no mesmo ano, e receber dois Globos de Ouro pelos mesmos, para reconhecerem que já era hora. Grande atriz, sou fã! Sua interpretação de uma condenada de guerra nazista e analfabeta só veio a contribuir para a sua já repleta lista de personagens fortes, difíceis e marcantes. Perfeita!
Melhor Ator Coadjuvante:
* Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas

Imortal: família de Heath Ledger recebendo Oscar
Chega a me dar uma dor no coração quando penso que ele não está mais entre nós, seres mortais. Segundo ator na história do cinema mundial a receber postumamente um Oscar, Heath Ledger e seu Coringa criaram um novo tipo de vilão do século XXI. Heath conseguiu mesclar características absurdas em um só personagem, indo do louco, ao sádico, ao sombrio, ao melancólico, ao sarcástico, ao brilhante. Sua interpretação ajudou seu filme a ser um dos mais vistos, mais ricos, mais importantes do ano, superando recordes e formando novas estatísticas. O novo cinema de adaptação de HQ’s nunca mais será o mesmo.
Melhor Atriz Coadjuvante:
* Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Alegria: Penélope Cruz festeja seu primeiro Oscar
Grata surpresa. Digo isso porque eu realmente não esperava que a Academia fosse reconhecer que Penélope Cruz anda se superando filme após filme. Porque é isso que tem acontecido desde “Volver”, e Cristina é um exemplo total do amadurecimento de Penélope como atriz. Sua versatilidade na interpretação da tresloucada personagem, que ora ri, ora chora, ora enlouquece, ora é só ternura mostra que ela está pronta para fazer qualquer coisa, principalmente carregar o título de primeira atriz espanhola a ganhar um oscar. Merecido, sem dúvida.
Melhor Roteiro Original:
* Milk – A Voz da Igualdade (do roteirista Dustin Lance Black)
Milk, a cinebiografia do aclamado diretor Gus Van Sant e do roteirista Dustin Lance Black, retrata com simplicidade e delicadeza (como dito anteriormente) a trágica, porém heroica jornada do primeiro político e ativista gay norte-americano, Harvey Milk. A história é narrada em primeira pessoa, no caso o próprio Milk, interpretado por Sean Penn, contando de forma breve toda a trajetória de sua curta vida, seus amores, suas derrotas e vitórias, seu ativismo em favor dos direitos dos homossexuais, prevendo a todo instante a iminência de uma morte certa. Acredito que o roteiro cumpre muito bem sua missão de contar a história, sem supervalorizar alguma cena, preterindo outra, sendo sutil no trato com o assunto que quer queira quer não, é polêmico. E no fim, deu destaque para as interpretações de todos os atores. Gostei bastante.
Melhor Roteiro Adaptado:
* Quem Que Ser um Milionário? (do roteirista Simon Beaufoy)
“Quem Quer Ser um Milionário?” é diferente de tudo o que se viu em Hollywood até hoje, a não ser pelo fato do diretor e do roteirista serem britânicos. Diferente porque primeiro é um filme com temática indiana, que mostra a pobreza mas não a supervaloriza, com um elenco de atores indianos desconhecidos do grande público, em uma história centrada num jogo que é um quiz de perguntas, como o velho conhecido americano “Jeopardy”, ou como a versão brazuca “Show do Milhão”. Mas quem pensaria que tudo isso junto poderia render um bom filme? Simon Beaufoy pensou e arriscou. O longa, com estilo bem similar ao nosso “Cidade de Deus”, se difere e ganha exatamente no modo como conta esta história toda. Isso porque ele não quer apenas contar a violência, o abandono, a pobreza e a injustiça. Mas sim quer contar sobre o amor, a luta, a superação e porque não a esperança. Tudo isso deixando o pieguismo de lado, e apostando nas cenas, nos recortes, nos links entre uma história e outra, sendo o quiz o referencial, o símbolo de uma conquista, o início e o fim. Enfim, digo e repito, ADOREI!
Melhor Filme Estrangeiro:
* Departures (Japão)
Melhor Animação:
* WALL-E
Não dá pra acreditar que ainda não vi este filme. Mas dizem que é maravilhoso. Tá na minha lista. Assim que o assistir faço um post sobre ele.
Melhor Direção de Arte:
* O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Fotografia:
* Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Mixagem de Som:
* Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Edição de Som:
* Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Trilha Sonora:
* Quem Quer Ser um Milionário?, de A. R. Rahman
Melhor Canção Original:
* Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Figurino:
* A Duquesa
Documentário em Longa-Metragem:
* Man On Wire
Documentário em Curta Metragem:
* Smile Pinki
Melhor Edição:
* Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Efeitos Especiais:
* O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Maquiagem:
* O Curioso Caso de Benjamin Button
Animação de Curta-Metragem:
* La Maison En Petis Cubes
Melhor Curta-Metragem:
* Spielzeugland (Toyland)
Prêmio Show à Parte:
O apresentador Hugh Jackman deu um show de apresentação, acredito até contrariando muita gente que achava que ele não tinha nome suficiente para conduzir o evento. Ele dançou, cantou, fez graça, brincou com os convidados e claro, é um tipo muito bom de se olhar, né. Lindooo…

Hugh Jack = espetáculo!
















































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